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sábado, janeiro 20, 2018

Trabalhadores do mundo, levantem-se - Redação do Diário da Saúde

Ficar sentado e problemas de saúde

Quase três quartos dos trabalhadores de escritório sabem que há uma relação negativa entre ficar sentado o dia todo no trabalho e sua saúde.

"O aumento do tempo sentado tem sido associado a um risco elevado de doença cardiovascular e redução da expectativa de vida. Também foram identificadas associações com o ganho de peso, alguns tipos de câncer, diabetes tipo 2 e dificuldades respiratórias," conta a pesquisadora Teneale McGuckin, da Universidade James Cook (Austrália).

Ela entrevistou centenas de trabalhadores para verificar se eles sabem disso, quais são suas maiores queixas e quais seriam as possíveis soluções.

"As queixas sobre as costas são a preocupação mais comum, a seguir dores no pescoço e perda de tônus muscular. As pessoas também relatam o ganho de peso e que ficar sentado o dia todo reduz sua motivação," relatou.

Ficar de pé no trabalho

Mas o que pode ser feito se os trabalhadores precisam do emprego e o trabalho exige que eles fiquem sentados durante as suas jornadas de trabalho?

McGuckin argumenta que, embora os trabalhadores pouco possam fazer a respeito, seus chefes podem ajudar a resolver o problema. Para isso ela sugere uma variedade de estratégias de mudança de comportamento e de regras no trabalho.

Essas estratégias incluem alarmes ou alertas para indicar quando uma pessoa deve se levantar por alguns instantes, softwares que congelem o computador por um período de tempo selecionado, reuniões de pé e o uso de mesas altas, onde se pode trabalhar de pé.

"Mas, independentemente da estratégia utilizada, os grupos [entrevistados] disseram que é necessário incluir a educação sobre os benefícios [de ficar de pé] e que a administração compre a ideia. Os trabalhadores disseram que as pausas devem ser vistas como uma atividade normal e não devem ser criticados quando são vistos longe de suas mesas," relatou McGuckin.

Mas ela reconhece que uma abordagem de "tamanho único" - uma receita única para todas as situações - provavelmente não seria bem-sucedida devido às variedades entre as situações e às preferências pessoais.


"As intervenções devem incluir uma variedade de estratégias adaptadas individualmente e nas quais as pessoas envolvidas tenham a oportunidade de opinar. Se as pessoas sentem que têm controle da situação, é mais provável que a estratégia funcione," disse McGuckin.

domingo, janeiro 14, 2018

O som de mãos batendo palmas - de Tim Hansel

Existe uma história maravilhosa a respeito de Jimmy Durante, um dos grandes artistas de teatro de variedades de algumas gerações atrás. Pediram-lhe que fizesse parte de um show para veteranos da Segunda Guerra Mundial. Ele disse que estava com a agenda muito ocupada e que poderia ceder apenas alguns minutos, mas que, se não se importassem de ele fazer um monólogo curto e partir imediatamente para seu próximo compromisso, ele iria.
É claro que o diretor do espetáculo concordou alegremente.
Mas quando Jimmy subiu no palco algo interessante aconteceu. Ele acabou o pequeno monólogo e ficou. Os aplausos ficaram cada vez mais altos e ele continuou ali - quinze, vinte, então trinta minutos. Finalmente, fez sua última reverência e saiu do palco. Na coxia alguém o deteve e disse:
- Achei que o senhor tinha que partir depois de alguns minutos. O que aconteceu?
Jimmy respondeu:
- Eu realmente tinha que ir, mas posso lhe mostrar o motivo pelo qual fiquei. Você mesmo pode ver se olhar para a primeira fila.
Na primeira fila estavam dois homens, cada um dos quais havia perdido um braço na guerra. Um perdera o braço direito e o outro, o esquerdo. Juntos, eram capazes de aplaudir e era exatamente isso o que estavam fazendo, bem alto e alegremente.

domingo, janeiro 07, 2018

Tolerância Zero (Maria Aparecida Diniz Bressani)


O que é tolerância zero? O que gera a tolerância zero? Tolerância zero ou intolerância? Como você percebe que está presente na sua vida? O que fazer para dissipa-la?
Para responder a essas perguntas, primeiro precisamos focar no seu causador e vítima: o ser humano.

Se observarmos o ser humano, veremos um universo em funcionamento – um microcosmo. Cada órgão de seu corpo funciona de forma autônoma, mas interdependente dos demais. Se, por qualquer motivo, um órgão sofre algum mal, afetará também os outros órgãos, comprometendo o funcionamento do todo. Mesmo que agentes imunológicos tentem resolver o problema, se não forem fortes o suficiente, pouco a pouco todo o sistema orgânico do indivíduo sucumbirá.

Podemos perceber o mesmo processo dentro do universo no qual o homem está inserido - a sociedade humana - numa escala de tempo e conseqüências proporcionais, com suas atitudes sendo agentes ativos da qualidade da própria vida e das dos outros, e, conseqüentemente, de suas relações.
Uma pessoa do tipo tolerância zero gera em seu meio certo mal estar e por esta razão, as pessoas à sua volta também se sentirão mais indispostas a atendê-la e se relacionar amistosamente com ela, e, como que contaminados por um vírus – pouco a pouco – todos se colocarão indispostos uns com os outros, estabelecendo a dinâmica específica nas suas relações do tipo tolerância zero.

Essas pessoas sairão de seus ambientes familiares, irão para outros ambientes levando consigo essa indisposição. Teremos, assim, uma rede de relacionamentos intolerantes que apenas tende a crescer e onde a intolerância tudo contamina e acaba se instalando.

A intolerância é a dificuldade de uma pessoa aceitar o outro como este é, simplesmente porque pensa ou sente diferente de si próprio.
Como psicóloga e psicoterapeuta, acredito que tudo começa de dentro para fora, de dentro do indivíduo para seu ambiente e suas relações. A intolerância se desenvolve dentro da pessoa intolerante, porque, na realidade, existe uma grande dificuldade de auto-aceitação, oriunda de uma baixa auto-estima.

Mesmo quando a pessoa intolerante é o outro e você sofra a intolerância deste outro, você o atraiu. Por que? É bem provável que você tenha o imã da falta de aceitação para ser alvo da intolerância alheia.
A dificuldade de auto-aceitar-se - auto-acolher-se - como diferente e único gera dificuldade de também aceitar o outro em sua diferença. Isso acontece como mecanismo reativo de defesa, ou seja, a pessoa defende-se da própria dificuldade através da intolerância ao outro, mas, de verdade, a maior dificuldade está em tolerar-se, em aceitar-se.

Quando não se aceita qualquer diferença, seja uma limitação ou uma opinião diferente, a pessoa se coloca como eu estou certo, você está errado, pois, na verdade, tem medo de estar errado (normalmente isto é um processo inconsciente). Teremos aqui um clima de guerra.

Guardando as devidas proporções, encontramos este clima de guerra, às vezes, até mesmo numa simples discussão (que não é nada simples!), pois a intolerância leva a relações constantes de conflitos e, afinal, o outro é sempre o oponente.

Na intolerância não há cooperação.
Na intolerância não há amizade.
Na intolerância não há paz nem amor presentes.
Na intolerância há uma constante irritabilidade e indisposição de ouvir e aceitar o outro.

Nem sempre é explícito o comportamento do tipo tolerância zero. 
Às vezes, percebemos em pequenos gestos e olhares a indisposição e a irritabilidade. Às vezes, a pessoa intolerante inverte, jogando para o outro a sua indisposição e incapacidade à cooperação chamando-o de egoísta ou folgado, por exemplo, numa tentativa de impedir que o outro o requisite ou se recuse a cooperar consigo.

A forma de se dissipar a intolerância do planeta Terra, a meu ver, começa pelo individual. Cada um fazendo a sua parte. Primeiramente, gerando auto-amor e auto-aceitação reais. Em seguida, conscientizando-se que o outro é o outro - outra pessoa - diferente e separado de si, mas ser humano como você, que merece seu amor e aceitação por ser o ser humano que é.

Sempre friso que aceitar não significa concordar! E tem mais: discordar não significa ser intolerante.
A partir dessas premissas podemos concluir que todos nós – seres vivos – temos direito a um lugar no universo e que há lugar para todos. Portanto, você pode começar – hoje, agora – a praticar a tolerância, começando consigo mesmo, através do auto-amor e da auto-aceitação.

Como?
Eu digo que se deve começar pelas situações e coisas mais banais, mais simples, da própria vida. Comece parando de se pressionar com os diversos deveria e com todos os tem que auto-impostos; e, em seguida, tire todos os deveria e os tem que das suas relações. Vá tirando aos poucos todas as condições – porque no Amor (e no Auto-amor) não há condições; o Amor é criativo, construtivo: ou se ama ou não se ama.

Por não ser possível mensurar o Amor, não importa a quantidade, o que vale é a qualidade. Eis a força para dissipar todo o mal provocado pela intolerância: o Amor (por si e pelo outro).

sábado, janeiro 06, 2018

Voando livre - de Laourie Waldron carolola2005@yahoo.com.br x terapias equilibrio x


Não é fácil encontrar a felicidade em nós mesmos e é impossível encontrá-la em outro lugar.? (Agnes Repplier)
 
Uma casa nova, uma piscina nos fundos, dois belos carros na garagem e meu primeiro filho a caminho.
 
Faltavam apenas alguns dias para eu dar à luz o meu primeiro filho quando uma conversa com meu marido abalou o mundo em que eu vivia.
 
- Eu quero estar presente para o bebê, mas acho que não te amo mais - ele falou.
 
Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo! Ele se afastara de mim durante a gravidez, mas eu relacionara isso ao seu medo e preocupação em se tornar pai.
 
Enquanto eu o sondava em busca de explicações, ele me contou que tivera um caso cinco anos antes e desde então não sentia a mesma coisa por mim. Pensando apenas no meu bebê e querendo salvar meu casamento, disse-lhe que podia perdoá-lo e que queria consertar as coisas entre nós.
 
Aquela última semana antes do nascimento de meu filho foi um passeio emocional numa montanha-russa. Estava tão animada com o bebê, com tanto medo de estar perdendo meu marido e sentindo-me tão culpada às vezes, pois achava que era culpa do bebê isso tudo estar acontecendo.
 
John nasceu numa sexta-feira de julho. Era tão lindo e inocente. Não fazia idéia do que estava acontecendo no mundo de sua mãe. Estava com quatro semanas quando descobri o verdadeiro motivo do afastamento de seu pai. Não apenas ele tivera um caso cinco anos antes, mas começara a ter um caso durante minha gravidez, e continuava a ter. Então, quando ele estava com cinco semanas, John e eu abandonamos a casa nova, a piscina e todos os meus sonhos desfeitos para trás. Mudamos para um apartamento do outro lado da cidade.
 
Não sabia que existia depressão tão profunda quanto a que eu entrei. Nunca havia experimentado nada igual à solidão de passar uma hora depois da outra sozinha com uma criança recém-nascida. Alguns dias aquela responsabilidade toda me esmagava e eu tremia de medo. A família e os amigos estavam lá para ajudar, mas, ainda assim, havia muitas horas cheias de pensamentos a respeito de sonhos desfeitos e desespero.
 
Eu chorava com freqüência, mas me assegurei de que John nunca me visse chorando. Estava determinada a não deixar que isso o afetasse. De algum lugar dentro de mim eu sempre encontrava um sorriso para ele.
 
Os primeiros três meses da vida de John passaram num borrão de lágrimas. Voltei ao trabalho e tentei esconder de todo mundo o que estava acontecendo. Tinha vergonha, ainda que não soubesse por quê.
 
Cheguei ao fundo do poço num domingo de manhã, quando John estava com quatro meses. Acabara de ter outra discussão emocional com meu marido e ele saíra como um furacão do meu apartamento. John estava dormindo em seu berço e me peguei sentada no chão do banheiro, encolhida como uma bola, balançando para frente e para trás. Ouvi-me dizendo em voz alta: "Eu não quero mais viver." Depois de dizer isso, o silêncio foi arrebatador.
 
Acredito que Deus esteve comigo naquele dia. Após dizer aquilo, fiquei sentada em silêncio, deixando as lágrimas correrem pelo meu rosto. Não sei quanto tempo se passou, mas de algum lugar de dentro de mim surgiu uma força que eu não havia sentido antes. Decidi naquele momento tomar o controle da minha vida. Não iria mais dar ao meu marido o poder de afetar minha vida de uma forma tão negativa. 
 
Percebi que, ao prestar tanta atenção em suas fraquezas, estava permitindo que aquelas fraquezas arruinassem a minha vida.
 
Naquele mesmo dia, arrumei uma mala para mim e John e fui passar o fim de semana na casa do meu irmão. Era a primeira viagem que fazia sozinha com John e me senti tão forte e independente! Lembro-me de que durante a viagem de duas horas eu ri, conversei e cantei para John por todo o caminho. Foi durante esta viagem que percebi como meu filho fora meu salvador durante todos aqueles meses. Saber que ele estava lá todos os dias e que precisava de mim me mantivera viva e me dera uma razão para me levantar todas as manhãs.
 
Que bênção ele era na minha vida!
 
Daquele dia em diante, decidi concentrar-me na confiança e na força que me fizeram levantar do chão do banheiro. Ter mudado minha atenção para pensamentos tão positivos transformou a minha vida. Senti vontade de rir novamente e de estar na companhia dos outros pela primeira vez em meses. Iniciei o processo de descobrir o indivíduo que mantive escondido dentro de mim durante tanto tempo - um processo que ainda estou apreciando.
 
Comecei a fazer terapia logo depois de John e eu termos nos mudado da casa e continuei com ela durante vários meses depois do dia em que cheguei ao fundo do poço.
 
Quando não senti mais necessidade de ter seu apoio e aconselhamento, lembrei-me da última pergunta que minha terapeuta me fez antes que eu saísse de seu consultório naquele dia:
 
- O que você aprendeu? - ela perguntou. Não hesitei em responder:
 
- Aprendi que minha felicidade tem que vir de dentro.
 
É esta lição de que me lembro todos os dias e que desejo partilhar com os outros. Cometi o erro, na minha vida, de basear minha identidade em meu casamento e em todas as coisas materiais que cercavam a relação. Aprendi que sou responsável por minha própria vida e felicidade. Quando centralizo minha vida em outra pessoa e tento construir minha vida e minha felicidade em volta daquela pessoa, não estou vivendo de verdade. Para viver de verdade preciso deixar que o espírito dentro de mim seja livre e regozije-se em sua singularidade.
 
É neste estado de ser que o amor de outra pessoa se torna uma alegria e não algo que temos medo de perder.
 
Que o seu espírito seja livre e voe alto!
 

domingo, dezembro 31, 2017

VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ? (Roberto Shinyashiki)

Se permitir que a insegurança tome conta de seu coração, seu talento ficará abafado.
Há uma história que costumo contar a profissionais talentosos que tremem na base e não se impõem quando o circo pega fogo. Era uma vez um rato que não agüentava mais ser atormentado por um gato. Foi reclamar com Deus. E o Todo-Poderoso questionou:
— O que você quer que eu faça?
O rato respondeu:
— Me transforme em um gato. Assim não serei mais importunado.
Deus assim o fez.
Passada uma semana, o rato que virou gato procurou Deus de novo. Agora seu drama era a perseguição de um cachorro. Pediu a Deus que o transformasse em pastor alemão. Seu pedido foi realizado. Na outra semana, o problema passou a ser um rapaz. E o rato que virou gato que virou cachorro não viu outra saída a não ser virar gente. Deus falou:
— Posso fazer de você um ser humano. Mas, se continuar com cabeça e coração de rato, vai continuar fugindo.
Moral da história: se permitir que a insegurança tome conta de seu coração, seu talento ficará abafado.

Você quer ser bem-sucedido, não é? E sabe que, para fazer sua loja deslanchar, chegar ao posto de diretor da empresa ou ter uma fila de pacientes na porta do seu consultório, deve enfrentar uma competição brava. Por isso, investe em cursos que incrementem seu know-how, mostra interesse no que faz, coloca um sorriso no rosto e não tem medo de trabalho (por maior que ele seja)... Está certíssimo. Mas esse empenho irá por água abaixo caso você não confie no seu taco. Principalmente quando as coisas não acontecerem como o planejado. Ou quando um desafio maior do que o esperado bater à sua porta. Estou cansado de ver gente que esbanja competência e conhecimento técnico perder projetos ou clientes para a concorrência por não conseguir mostrar tudo de que são capazes. Parecem aqueles jogadores de futebol que, apesar de bons de bola, tremem na decisão. Ganham a partida? Não ganham. Profissionais medrosos tampouco. 

Nossa carreira é decidida pela atitude na hora do problema. E ela deve ser de confiança. Se as coisas funcionassem conforme o combinado, tudo seria tranqüilo. Se todos os passageiros se comportassem como o esperado, a vida das aeromoças seria um mar de rosas. Se todos os pacientes evoluíssem bem, a vida das enfermeiras seria uma tranqüilidade. Se todos os chefes fossem organizados, a vida das secretárias seria um paraíso. Mas... não é bem assim. A maneira assertiva de responder a essas situações faz a gente evoluir. Quem souber tirar proveito delas vai se destacar. Nosso ídolo Ayrton Senna adorava chuva, pois sabia que, quando todos pisam no freio, quem pilota leva vantagem. 

Você deve me perguntar: como não travar diante de um problema? Primeiro, não se sinta perseguido pela vida. Um dos motivos que nos levam a achar que não somos bons o suficiente tem origem lá na infância. Nossos pais e professores, na maioria das vezes, apontavam nossos erros a fim de nos corrigir. E acabavam se esquecendo de dar ênfase ao que fazíamos corretamente. Colaboraram para minar nossa autoconfiança. Para reparar esse erro, não se desmereça. Acredite que pode se superar. Coloque a cabeça no lugar, sem se deixar levar pelo desespero. Tenho uma amiga, que é um exemplo de profissional, que, num momento da confusão, aponta os pontos-chave para encontrar as soluções. Essa publicitária sabe que, na hora dos problemas, tem muito choro. Alguns se entregam às lágrimas, outros vendem lenços de papel. Ela prefere ir para o segundo grupo. Espero que você seja assim. E use os momentos difíceis para vender muitos lenços de papel!