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segunda-feira, dezembro 01, 2008

Reciclagem - saiba +

Selecione abaixo sobre qual material você deseja saber mais sobre a reciclagem:

Vidro - Longa Vida - Papel - Metais - Pneus - Baterias/Pilhas - Plástico

- Reciclagem do vidro: A reciclagem possui papel de destaque na indústria vidreira. Com um quilo de vidro se faz outro quilo de vidro, com perda zero e sem poluição para o meio ambiente. Além da vantagem do reaproveitamento de 100% do caco, a reciclagem permite poupar matérias-primas naturais como areia, barrilha e calcáreo. (Fonte: site ABIVIDRO – Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro).

Como normalmente os vidros de embalagem são do tipo sodo-cálcico, apenas as sucatas de vidro com essa natureza química são aceitas para reciclagem, como garrafas, potes e frascos.

Os vidros de janelas, espelhos, cristais, pirex e similares podem ser reciclados, porém não devem ser incluídos junto com os vidros de embalagem.


Figura 1– Reciclagem do Vidro
Fonte: ABIVIDRO

Em função do mercado, os vidros são valorizados de acordo com sua cor. Normalmente, o vidro incolor é o que possui maior valor de mercado, seguido pelo âmbar e verde, do misto e do plano. As diferenças de preço do vidro incolor em relação aos demais se devem às condições de pureza da areia, que são mais rigorosas, e à questão de oferta e demanda do mercado.

- Reciclagem de Longa Vida: A embalagem longa vida, também chamada de cartonada ou multicamadas, é composta por várias camadas de papel, polietileno de baixa densidade e alumínio. Esses materiais em camadas criam uma barreira que impede a entrada da luz, ar, água, microorganismos e odores externos, e, ao mesmo, tempo preserva o aroma dos alimentos dentro da embalagem.

O processo para reciclagem desse material ocorre basicamente em duas etapas, sendo que a primeira consiste na retirada do papel, e a segunda no processamento do polietileno e do alumínio, que podem ser reciclados de formas diferentes.

Para a reciclagem do papel, as embalagens são alimentadas no hidrapulper, onde as fibras são agitadas com água, hidratando-se e separando-se das camadas de plástico e alumínio. Após a separação, as fibras celulósicas seguem para a máquina de papel. Basicamente o papel reciclado a partir deste processo é reaproveitado para a produção de papel ondulado, utilizado para a fabricação de caixas de papelão.

Atualmente os processos produtivos para o reaproveitamento do polietileno e do alumínio são os seguintes: Produção de pellets, produção de placas e telhas e plasma térmico.

É importante lembrar que quando a coleta seletiva for realizada por tipo de material, a embalagem longa vida deve ser separada no mesmo coletor do papel.

Figura 2– Reciclagem de Embalagem Longa Vida
Fonte: Tetra Pak

- Reciclagem do Papel: A reciclagem do papel consiste no reaproveitamento das fibras celulósicas de papéis usados para produção de um novo artefato de papel. O papel reciclado pode ser aplicado em caixas de papelão, sacolas, embalagens para ovos, bandejas para frutas, papel higiênico, cadernos e livros, material de escritório, envelopes, papel para impressão, entre outros usos.

Para a reciclagem, o papel é classificado em papel branco, papel jornal, papel misto, papelão e longa vida. Os papéis brancos são os papéis de carta, folhetos, papéis de copiadoras e impressoras. O papel jornal é produzido com menos celulose e mais fibras de madeira, obtidas na primeira etapa da fabricação do papel, e por isso, apresenta menor qualidade. Os papéis mistos apresentam diferentes fibras e cores, como por exemplo, aqueles que encontramos em revistas.

O papelão ou papel ondulado é aquele utilizado em caixas para transportar produtos em fábricas, depósitos, escritórios e residências. Este material apresenta uma camada intermediária de papel entre suas partes exteriores, disposta em ondulações, na forma de uma sanfona.

A embalagem longa vida, também chamada de cartonada ou multicamadas, é composta por várias camadas de papel, polietileno de baixa densidade e alumínio. Esses materiais em camadas criam uma barreira que impede a entrada da luz, ar, água, microorganismos e odores externos, e, ao mesmo, tempo preserva o aroma dos alimentos dentro da embalagem.

É importante lembrar que os papéis para fins sanitários (toalhas e higiênicos) não são encaminhados para reciclagem, assim como papéis vegetais, parafinados, carbono, plastificados e metalizados.


Figura 3 – Reciclagem do Papel
Fonte: Paraibuna Embalagens

- Reciclagem de metais: Os metais são classificados em dois grandes grupos: os ferrosos (compostos basicamente por ferro e aço) e os não-ferrosos (alumínio,cobre e suas ligas, chumbo, níquel, etc.).

A reciclagem de metais consiste basicamente na coleta, separação por tipo, separação de impurezas, compactação, fundição e conformação.

A grande vantagem da reciclagem de metais é evitar as despesas da fase de redução do minério a metal. Essa fase envolve alto consumo de energia, e requer transporte de grandes volumes de minério e instalações caras, destinadas à produção em grande escala.

A reciclagem de metais é bastante importante, pois dependendo da eficiência do processo utilizado, economiza até 40% da energia utilizada na produção primária do metal.


Figura 4 – Reciclagem do Alumínio
Fonte: ABRALATAS

Em 2004, a cada 100 latas comercializadas, 95,7 foram recicladas, o que manteve o Brasil como líder mundial na reciclagem de latas de alumínio. O índice de 95,7% corresponde a um volume de 121 mil toneladas de latas de alumínio ou 8,97 bilhões de unidades. Com isso, em 2004, mais de 45% das chapas produzidas para latas no Brasil vieram de material reciclado.

- Reciclagem de Pneus: A trituração de pneus para uso na regeneração da borracha, mediante a adição de óleos aromáticos e produtos químicos desvulcanizantes consiste num dos principais mercados para a reciclagem desse material. Com a pasta resultante desse processo, as indústrias produzem tapetes de automóveis, solados de sapatos, pisos industriais e borrachas de vedação.

Outra forma bastante usual para destinação final de pneus insersíveis, após serem triturados ou picotados, é a sua utilização como combustível alternativo para o processo produtivo da indústria de cimentos.

Além disso, o pó gerado na recauchutagem e os restos de pneus moídos podem ser aplicados na composição de asfalto de maior elasticidade e durabilidade, além de atuarem como elemento aerador de solos compactos e pilhas de composto orgânico.

Os pneus inteiros são reutilizados em pára-choques, drenagem de gases em aterros sanitários, contenção de encostas e como estrutura em recifes artificiais no mar, visando o aumento da produção pesqueira.

- Reciclagem de Baterias/Pilhas: As pilhas são geradores eletroquímicos de energia elétrica, mediante conversão geralmente irreversível de energia química. Já as baterias se constituem de um conjunto de pilhas ou acumuladores recarregáveis convenientemente interligados.

Atualmente os processos de reciclagem de baterias de níquel cádmio, níquel metal hidreto e íons de lítio não são economicamente viáveis, ou seja, os metais recuperados no processo não cobrem os custos operacionais. Os processos de reciclagem podem ser pirometalúrgico (processo onde as pilhas são encaminhadas para fornos para a extração de compostos orgânicos e em seguida para destilação.) ou hidrometalúrgico (processo onde as pilhas são trituradas e dissolvidas em meio ácido, e após é realizada uma extração por solventes, seguida de precipitação).

As baterias de chumbo ácido possuem maior valor agregado, pois a reciclagem é economicamente viável, uma vez que a venda do chumbo reciclado cobre os custos operacionais da reciclagem.

- Reciclagem do Plástico: O processo de reciclagem de plástico tem início no recebimento da matéria-prima, proveniente de associações, cooperativas, empresas de coleta seletiva, sucateiros, ou rebarbas do processo de transformação. Nesta etapa é realizada a triagem do material, onde os plásticos são separados por tipo.

A seguir, o material é moído em um moinho de facas e posteriormente é lavado e secado. Após esta etapa, os plásticos já podem ser vendidos, mas para alcançar maior valor agregado, eles podem seguir para um aglutinador, que aquece e resfria o plástico, e em seguida para uma extrusora, que funde, homogeneiza o material, transformando-o em tiras que são picotadas, dando origem aos chamados pellets.


Figura 5 – Reciclagem do Plástico
Fonte: MaxiQuim

O plástico reciclado possui as mais diversas aplicações, podendo ser usado puro, misturado com resina virgem ou com outros materiais.

As aplicações mais comuns para o plástico reciclado são embalagens, utensílios domésticos, tubos de conexão, peças para calçados, sacos plásticos, peças automotivas, componentes para eletrodomésticos entre outros.

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