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domingo, setembro 13, 2009

Espaço aberto para discutir (muitas) relações

Ainda timidamente, homens comparecem ao Mulher e Ponto - Livia Brandão

Quem apostou em uma versão adulta e literária do Clube da Luluzinha errou. Nos primeiros dias da Bienal do Livro, os homens também marcaram presença nos debates do Espaço Mulher e Ponto. Uma participação ainda bastante tímida, mas a curadora Sônia Biondo garante que eles são bem-vindos.

As mulheres sustentam o mercado editorial no Brasil e nada mais justo que a Bienal dedique um espaço aos interesses delas, explicou Sônia, idealizadora do programa Superbonita, do GNT. Esta iniciativa demonstra um reconhecimento desta importância, mas em momento algum quisemos segregar os homens das mulheres, quem pensa isso é que está sendo sexista.

Na hora de montar a programação e convidar os participantes, Sônia se preocupou em não transformar o Mulher e Ponto em um palanque feminista.

Homens e mulheres tem um comportamento diferente, por isso acho bacana que os homens apareçam para conhecer mais e melhor suas mulheres, suas mães, irmãs e amigas, diz.

"Têm muita mulher que não divide nada com o parceiro"

Teve homem quem ão fugiu da raia. Rodrigo Cardoso, de 23 anos, é formado em Letras e esteve no primeiro debate, na quinta-feira, que reuniu as escritoras Danuza Leão e Leila Ferreira.

O motivo? A namorada Paula Teixeira, de 20 anos, fã dos livros de Danuza. Vim para aproveitar a Bienal e ela queria assistir ao bate-papo. Estou aqui para ver o que tanto a interessa e que, me interessa também, conta ele.

Sexta-feira, mãe e filha, Maria Aizenberg, de 61 anos e Débora, de 34 anos, passeavam pelo Riocentro, ficaram sabendo da programação dedicada a elas e resolveram conferir a conversa de Miriam Goldenberg com Beth Milan sobre a Literatura que fala da vida depois dos 40.

Os companheiros? Ficaram em casa. Mas ambas concordaram que o espaço faria muito pela convivência entre os sexos. Seria ótimo trazê-los para conhecerem um pouco mais da gente. Os debates são uma ótima oportunidade para isso, explicou. Tem muita mulher que não divide nada com o parceiro, precisa deste tipo de ajuda para fazer isso.

Ontem o estudante de Ciência Sociais, Aruan Braga, de 20 anos, carregou a namorada para o primeiro debate do Mulher e Ponto, reunindo Patrycia Travassos e Márcia Tiburi. Aruan disse ter ficado surpreso com a pouca presença de homens na platéia: apesar do nome do espaço, confesso que achei que teria um público masculino maior. Mas isso não me intimida, estou à vontade aqui.

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