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segunda-feira, abril 19, 2010

As mulheres andam tristes: Adília Belotti

As mulheres andam mais tristes. E não é de hoje. Desde 1972, segundo o General Social Survey, uma pesquisa que todos os anos consulta algo como 1500 homens e mulheres de todas as idade, níveis de educação, renda e estado civil para descobrir o nível de felicidade da "América". "Numa escala de 1 a 3″, os pesquisadores explicam, "sendo 3 'muito feliz' e 1 'nada feliz', que nota você daria para seu grau de felicidade?"

Marcus Buckingham, novo blogueiro do Huffington Post, alinhava não somente esse, mas outros estudos que fortalecem a tese: as mulheres estão se percebendo menos felizes, enquanto o nível de felicidade dos homens parece subir.

Buckingham, que trabalhou no instituto de pesquisa Gallup durante anos, desenvolvendo testes e estudos sobre comportamento, coloca os dados de seis pesquisas realizadas por diferentes entidades, somando 1.300.000 pessoas, num total de 15 países.

O post do especialista levanta a questão, e deixa para o leitor as reflexões. E Maureen Dowd, colunista do New York Times, avança: são papéis demais, obrigações demais, escolhas demais... e hormônios demais! Filhos, correria, ônibus lotados, casa, trabalho, trabalho, trabalho. Tudo isso mais uma pressão nova, "ter rosto e corpo de uma Barbie aos 60 anos"...

E nossas conquistas? Trabalho, liberdade, horizontes amplos...

Por que elas não nos ajudam a ser mais felizes?


Minha amiga Re duvida. Essas questões de gênero tem que ser conduzidas com cuidado, para não perdermos de vista as questões comuns, humanas, que nos aproximam uns dos outros. Mas há que se pensar... o que é que nos torna realmente felizes? De 1 a 3, sendo 3 "muito feliz" e 1 "pouco feliz", a quantas anda a sua felicidade?

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