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terça-feira, abril 13, 2010

Cadê o plano de emergência?

Tragédias das chuvas no Rio se repetem há 40 anos
e poder público não consegue reagir


As chuvas no Rio resultam em tragédias que se repetem há mais de 40 anos, com intervalos cada vez menores. As explicações das autoridades também não apresentam surpresa. O único fator que poderia trazer novidades seria a realização de promessas de um plano de emergência, que se renovam a cada eleição, mas nunca saem do papel.

Nas 24hs em que choveu 280 mm, entre segunda e terça-feira passada, o Rio voltou à mergulhar no caos. Em todo o Estado morreram e outras pessoas ficaram feridas, sem teto, desalojadas e desaparecidas. A maioria das mortes ocorreu nas favelas, mas a enchente atingiu também áreas nobres, como Jardim Botânico e Lagoa. Pela primeira vez, a cidade viveu um engarrafamento que varou a noite, entre o Centro e a Tijuca e no Túnel Rebouças.

Os principais cruzamentos do Centro foram abandonados pela Guarda Municipal. A falta de policiamento facilitou a ação de bandidos, que saquearam motoristas e pedestres. Uma das causas do engarrafamento da região da Tijuca foi a enchente da Praça da Bandeira, onde milhões já foram soterrados em obras. E o ginásio do Maracanazinho quase virou um parque aquático depois que o canal do Rio Maracanã transbordou.

O prefeito Eduardo Paes, que, na madrugada, classificara o comportamento da cidade como "inferior a zero", assumindo sua parcela de culpa, mudou o tom. Para ele, a chuva foi atípica, como sempre acontece a cada tragédia.

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