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domingo, abril 18, 2010

(continuação) o estudo em casa é o que mais pesa para aprovação

Para Daniel Esteban Cicero, funcionário da Agência Nacional de Cinema desde julho do ano passado, parar de trabalhar como professor de educação física e tentar a sorte na disputa por uma vaga pública foi uma decisão em conjunto com a mulher, funcionária de uma multinacional de cosméticos. Ela precisou arcar com todas as despesas do casal durante os quase 3 anos em que ele ficou estudando. O esforço foi recompensado com um salário de R$ 9 mil e com mais tempo para a vida social e familiar.

- Eu queria ganhar melhor e a educação física é uma profissão de curto prazo, porque quando se chega numa certa idade, quase sempre, o mercado te descarta. Começei a pensar em outras alternativas e decidi por prestar concurso. Foi um projeto meu e da minha mulher. Conversamos e estabelecemos que íamos nos provar de algumas coisas durante um tempo, para ter uma situação melhor. No período em que estive estudando, 85% da renda da casa vinha do trabalho dela, conta.

Cicero diz que ter tempo livre para estudar fez bastante diferença nessa empreitada:

- fiz vários cursinhos preparatórios, que são muito importantes, mas, na minha opinião, o estudo em cas é o que mais pesa para a aprovação. Estudava de 8 a 10 horas por dia, inclusive aos sábados. A noite ia para o curso. Concurso depende de inteligência e sim de determinação. Não dá para estudar mais ou menos, porque a concorrencia é enorme. Tem que abrir mão de sair, de praia no fim de semana, de lazer, para depois colher os frutos.

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