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quinta-feira, abril 15, 2010

(continuação)

Problema até para os bebês

Na opinião de Vivian, a mudança de hábitos e o estímulo à prática de exercícios já nos primeiros anos é a saída para evitar que esses índices continuem crescendo e, com eles, o número de problemas de saúde.

Um estudo com mais de 100 crianças e adolescentes obesos, publicado na revista "Clinical Pediatrics", diz que a tendência à obesidade costuma ser definida até os 2 anos. Entre os bebês, um quarto estava acima do peso aos cinco meses de vida. Dieta inadequada , introdução de alimentos muito cedo e sedentarismo são os principais motivos. Antes dos 5 anos, 90% já demonstravam de obesidade.

- A situação é preocupante. Crianças e adolescentes se alimentam mal hoje, pulam refeições e passam horas no computador ou em frente à TV em vez de exercitarem - explica.

Outro detalhe é que, se os pais têm dieta pouco saudável, os filhos tendem a seguir o mesmo cardápio. Vivian cita tese de Roseli Gomes de Andrade, do Instituto de Medicina Social da Uerj, que analisou a evolução da obesidade e do cosumo alimentar de 1995 a 2005 em mulheres de 35 anos ou mais no Rio. O índice de obesidade pulou de 16% para 24% no período. Houve ingestão crescente de produtos calóricos, como doces, biscoitos e linguiça. Por outro lado, o consumo de frutas, leite, feijão, carnes e raízes diminuiu.

- Provavelmente os filhos comem mal porque quase sempre é da mãe que decide o cardápio, opina. A Faculdade de Saúde Pública da USP também detectou problemas em um levantamento feito com 1.584 adolescentes paulistas. Segundo a pesquisa, 97,1% tinham dieta inadequada ou que precisava de melhoras.

- Falta esclarecimento. daí a importância de campanhas educativas, como o Ministério da Saúde fez com o cigarro. Hoje, fumar gera constrangimento. Quem sabe um dia as pessoas se sintam envergonhadas de só comer "fast food", diz.

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