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domingo, abril 18, 2010

Cresce número de profissionais que estão parando de trabalhar para estudar para concurso

Dedicação intensa e exclusiva - Caderno Boa Chance - Jornal O Globo - Mariana Belmont

Ao ler esta reportagem, você provavelmente vai se lembrar de algum parente, amigo ou amigo do amigo que parou de trabalhar para se dedicar exclusivamente a estudar para concursos. E não à toa. Com a estabilidade, os bons salários e o número elevado de seleções a cada ano, multiplicam-se os exemplos de pessoas que se lançam nessa empreitada - segundo os dados mais recentes, de janeiro de 2003 a maio de 2009, o quadro de servidores do Executivo Federal na ativa ganhou 57.102 novas vagas, passando a 542.843. Orivas mais elaboradas, por sua vez, tornam a disputa mais acirrada, o que estimula profissionais a abcdicarem de empregos privados para investir nos estudos.

E lançar-se nessa empreitada é uma decisão que custa caro. Exemplo: um curso tradicional na área de direito, com aulas de fevereiro a dezembro, sai por mais de R$ 9 mil. Isso além das despesas com transporte, alimentação e compra de livros. Para muita gente, no entanto, o custo e o risco elevados não são empecilhos.

Nesse rol está Felipe Del Rei, de 28 anos, que desde de outubro de 2007 é funcionário do Tribunal Regional Eleitoral - TRE/ RJ. Na época comissário de bordo, ele ganhava bem, mas quis deixar a empresa:

- O trabalho era exaustivo e decidi largar o emprego. Tinha um fundo de reserva, fiz as contas e cheguei à conclusão de que poderia ficar um tempo apenas estudando. Todo o dinheiro que eu tinha, investi em cursos preparatórios e em material de estudo. Fiquei cerca de nove meses estudando e passei logo na primeira tentativa. Posso dizer que ter parado de trabalhar foi fundamental, porque pude me dedicar integralmente ao meu objetivo.

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