Páginas

domingo, abril 11, 2010

Criticado, Lula recua de ataque ao Judiciário

Presidente alega que crítica foi dirigida a políticos, por não fazerem leis claras; preocupação é não prejudicar campanha de Dilma

Após receber críticas de juízes e políticos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuou no sábado de ataques que havia feito ao Judiciário. "Jamais pensei em fazer críticas ao Poder Judiciário. Fiz uma crítica aos partidos políticos, que não estabelecem uma legislação eleitoral definitiva para não permitir que a gente fique subordinado a interpretações dos juízes."

Na quinta-feira da semana passada, Lula havia reagido às multas que recebeu da Justiça por propaganda eleitoral antecipada em favor da pré-candidata ao PT à Presidência, Dilma Rousseff. "Não podemos ficar subordinados ao que um juiz diz que podemos ou não fazer", disse.

As declarações do presidente provocaram críticas duras. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, respondeu que "todos estamos subordinados à Constituição e à lei". Posição semelhante assumiu em nota a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Até a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, ex-ministra do governo Lula, disse que o presidente, por ter lutado pela redemocratização do país, deveria saber da importância das instituições.

Tarefa do Congresso

Ao recuar do ataque, Lula ressaltou que cabe ao Congresso fazer um lei eleitoral "a mais perfeita possível".

Para ele, também, parte da polêmica teria sido gerada porque a imprensa retirou sua declarações do contexto.

Lula mostrou ainda preocupação com a possibilidade de a polêmica prejudicar a campanha de Dilma. "Jamais prejudicaria o nascimento de um filho que ajudei a colocar no mundo", disse. l

Presidente: mais polêmica nuclear

"Não podemos admitir que haja um grupo de países armados até os dentes e outros desarmados", disse o presidente Lula em entrevista ao jornal espanhol El País publicada ontem. Na véspera de participar da cúpula de segurança nucler, nos EUA, disse que, se Paquistão e Israel têm a bomba atômica, "é compreensível que os que se sintam pressionados por essa situação pensem em criar a sua". Lula também voltou a defender o diálogo com o Irã sobre seu programa nuclear.

(destak)

Nenhum comentário:

Postar um comentário