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domingo, abril 18, 2010

Diretor financeiro diz que, se precisar, Petrobras consegue US$ 5 bi em uma semana

A capitalização não é urgente, é necessária
- Flávia Oliveira

A aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de lei que autoriza a capitalização da Petrobras é necessária, mas não é urgente. Quem afirma é o diretor financeiro e de relações com investidores da estatal, Almir Barbassa. Dona de um plano de investimentos que beira U$ 220 bi até 2014, a empresa não tem problemas de liquidez.Ao contrário, está numa situação absolutamente confortável. Tem U$ 10 bi em caixa.

Quantas empresas no Brasil valem isso?, perfunta o executivo, que recebeu Negocios & Cia, na sede da companhia. "Se a Petrobras não pode ficar excessivamente endividada em relação ao capital próprio. Temos e teremos os recursos que precisarmos, mas não queremos levar à empresa a uma estrutura de capital inadequada". É por isso que a capitalização, nas palavras de Barbassa, "não é questão de urgência, mas de necessidade, que precisa ser feita num prazo razoável de tempo".

O comando da estatal conta em realizá-la em fins de julho, início de agosto. A idéia é se antecipar às férias no Hemisfério Norte e ao calendário eleitoral do Brasil. Não há Plano B, garante o diretor. A estatal está confiante na aprovação do projeto de lei no Senado. Junto com a elaboração do plano de investimentos, Barbassa trabalha em ações para ajudar a capitalizar e modernizar a estrutura produtiva da cadeia de fornecedores nacionais.

Com empresários locais e representantes do Prominp, programa de apoio à produção local, já visitou oito países. O último foi a Chinam onde esteve em fins do mês passado, alinhavando o acordo que foi assinado, no Brasil. "Fomos mostrar aos empresários chineses nossos planos de negócios e as oportunidades para que eles venham produzir aqui".

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