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terça-feira, abril 13, 2010

Duentes e famosos da "Geração MSN" - Rodrigo Fonseca

Ganhador do troféu Redentor de melhor filme e do prêmio Fipresci (dado pela Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica) no Festival do Rio 2009, "os famosos e os duendes da morte", de Esmir Filho, está em cartaz no circuito carioca apenas em uma tela: a do Estação Botafogo, sala 2 às 13h15m e às 17h15m.

Adaptação do romance homônimo de Ismael Caneppele, recém-lançado pela editora Iluminuras, o filme propõe um painel da Geração MSN, que aprendeu a dizer "não" combinando as teclas ctrl+alt+del.

- Há jovens que dividem seus sentimentos mais íntimos, sua forma de olhar o mundo, através de fotos, vídeos e textos de blogues. São jovens que não pertencem a nenhum lugar - diz o diretor Esmir Filho, que costura a produção a aprtir da música de Bob Dylan.

- Este é um filme sobre transformações, pontes e vagões de trem. Bob Dylan sempre esteve em constante transformação, reinventando seus diferentes "eus", atirando-se em vagões de trem para ver onde a vida o levaria.

"Os famosos e os duentes da morte põe em choque tradição e tecnologia ao tratar da adolescência de um internauta que reside no extremo sul do país, a 100km de Porto Alegre. Operando pela lógica da melancolia, o longa segue um rapaz de 16 anos (Henrique Larré) que cicatriza na blogosfera as perdas que o sufocam - em especial sua relação com uma garota suicida e com um homem misterioso.

- É um filme sobre toque, tato, afeto. o longa começa em uma tela fria do computador, com amigos virtuais com quem o personagem de Larré pode teclar de longe, diz. O filme passa pela sensação de que "estar perto não é físico", frase que o menino posta em seu blog. Será isso mesmo? Sobrevivemos sem o físico? Acho que tudo é sobre pele, sobre toque. Tudo deve ser físico para que a experiência se torne mais profunda.

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