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terça-feira, abril 20, 2010

Os perigos da automedicação

Você já repassou a uma amiga o nome do calmante que “salvou” sua vida? Resolveu, por conta própria, voltar a tomar o comprimido que solucionou seu problema há um ano? Cuidado: a automedicação é uma bomba-relógio que, cedo ou tarde, detona a saúde de quem insiste em brincar de médico. Veja por que não deve continuar se arriscando.

Texto Sandra Hirata e Giuliana Cury

Já era madrugada quando a modelo Aline, 28 anos, foi parar no pronto-socorro com o rosto cheio de bolhas e edemas. Tudo porque queria se livrar de uma mancha e seguiu a dica de uma amiga. “Muitas modelos passam um remédio à base de ácido retinoico para deixar a pele lisinha e clara”, diz Aline. “Fiz o mesmo e acordei no meio da noite daquele jeito.”

Como ela comprou um remédio de tarja vermelha sem receita nem supervisão médica, não sabia que deveria suspender o uso dos outros cremes habituais, que, em conjunto com o ácido, causaram uma reação alérgica severa.

A gerente de vendas Ana Cláudia, 32 anos, nunca imaginou que algumas gotas de dipirona seriam capazes de levá-la ao hospital com edema de glote, sintoma que fecha a garganta e pode causar paradas respiratória e cardíaca. E isso só aconteceu porque ela esqueceu seu costumeiro remédio para cólica e aceitou a sugestão da irmã de tomar o (aparentemente inofensivo) analgésico. O que pouca gente sabe: a dipirona é capaz de desencadear sérias reações adversas.

E o que dizer do caso da designer Helena, 27 anos? Estava muito gripada e resolveu comprar um anti-inflamatório, sem receita mesmo. “Eu nem li a bula. E como era uma pílula bem pequena decidi tomar logo duas para sarar mais rápido”, lembra.

Em poucos minutos, começou a sentir tontura, calafrios, enjoo e sensação de desmaio. Ela se recuperou sem precisar ir ao hospital, mas o susto foi grande o suficiente para não pensar mais em aditivar a dose dos remédios por conta própria.

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