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segunda-feira, maio 24, 2010

PhD em intercâmbio

Autora que morou 11 vezes fora do país lança livro com dicas para quem sonha em estudar no exterior - Leonardo Cazes

Marina Motta com 15 anos na Austrália. Foto Arquivo Pessoal

RIO - Toda vez que Marina Motta escutar o placar 3 a 0, ela vai se lembrar da fatídica tarde de 12 de julho de 1998 e da derrota do Brasil na final da Copa do Mundo. Ela assistiu ao jogo contra a França, em um bar... na França! Recém-chegada, ela foi vítima de gozações durante os seis meses em que morou na pequena cidade de La Rochelle.

Como fazer intercâmbio sem pesar no bolso

Então com 16 anos, ela já estava no seu quarto intercâmbio, mas o primeiro de longa duração. Anteriormente, já tinha passado dois meses na Inglaterra e um na Austrália. Antes de se formar, ela ainda foi para Alemanha, duas vezes, Canadá e Estados Unidos, alcançando a marca de 11 intercâmbios.

Com tanta experiência, Marina resolveu contar no livro "Intercâmbio de A a Z" tudo o que o futuro intercambista precisa saber: desde como controlar a ansiedade da viagem até o que levar na mala, o modelo do programa e a escolha do lugar. Para ela, quem está na primeira experiência deve preferir períodos menores de permanência:

- Quando você nunca foi para o exterior, o tempo menor dá mais segurança. Comigo foi assim. Quando passei mais tempo, já estava mais segura - diz a autora.

Marina, que hoje comanda a loja de uma empresa de intercâmbio em Recife, conta que, por ser filha única, seus pais achavam importante que ela aprendesse a se virar sozinha. Além das lembranças, ela guarda contato com algumas famílias que a receberam, especialmente a francesa, que já veio ao Brasil visitá-la mais de uma vez e se tornou parada quase obrigatória nas viagens de Marina pela Europa.

" É importante que o estudante aprenda a conviver com as diferenças (Mariana Motta) "

Para a autora, existem muitas lendas sobre as casas de família. Em sete experiências, ela nunca teve problema, embora reconheça que nem todos são tão calorosos como os brasileiros:

- É importante que o estudante aprenda a conviver com as diferenças. A pessoa precisa viajar sabendo que é uma via de mão dupla, é preciso cooperação para dar certo.

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