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sexta-feira, junho 04, 2010

Bolsa Família Carioca - auxílio

Programa da prefeitura de complementação de renda deve beneficiar 300 mil pessoas - Selma Schmidt

Um bolsa família 2.0. Assim o economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, define um programa que o prefeito Eduardo Paes lançará em julho. O futuro Bolsa Carioca complementará o benefício do Bolsa Família, do governo federal, e deverá atingir cem mil famílias (ou 300 mil pessoas). Elas terão a renda mensal suplementada para alcançar R$ 120 per capita, havendo um limite de quatro beneficiados por família. A estimativa de Paes é gastar entre R$ 130 e 140 milhões anualmente com a implementação do projeto, que considera inovador.

Segundo o subsecretário da Casa Civil e coordenador operacional do programa, Marcelo Faulhaber, com o Bolsa Carioca, a cidade atingirá em um ano uma das metas para o milênio fixadas pela ONU: a de reduzir em 50% a pobreza entre 1990 e 2015.

- Serão 15 anos em um. Diminuiremos em pelo menos à metade a quantidade de pessoas que estão abaixo da linha de pobreza. No Rio, não haverá mais famílias, com quatro pessoas ou menos, com renda inferior a R$ 120 per capita - garante Faulhaber.

O valor equivale a US$ 2 por dia, per capita, limite da pobreza estabelecido pela ONU para países como o Brasil. Para nações com pobreza extrema, como alguns africanos, a ONU fixou o mínimo de US$ 1 diário, por pessoa.

- Seguimos uma linha internacional para fixar a renda mínima per capita na cidade - comenta Neri, coordenador técnico do programa. Ele chama a atenção para números que revelam que, entre 1996 e 2008, a desigualdade se manteve no Rio e diminuiu no país.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, mostrou que o coeficiente de Gini (um número entre o e 1, onde 0 corresponde à completa igualdade) permaneceu em 0,57 no Rio, entre 1996 e 2008. No país como um todo, dimunuiu de 0,60 para 0,545 no mesmo período.

- O Rio é mais desigual do que o Brasil, diz Neri.

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