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sexta-feira, junho 11, 2010

Famílias ainda pouco presentes na escola - Renato Deccache

Infraestrutura, qualidade dos professores, material didático usado nas aulas, metodologia de ensino, tempo de permanência no ambiente escolar. São vários os fatores que influenciam no aprendizado de um estudante e a maior parte deles depende da própria escola. O que não significa que os pais não precisem se importar com eles. Até porque o envolvimento das famílias é um dos ingredientes que os especialistas têm resultado como mais importantes para a receita do sucesso educacional.

Incentivar esta aproximação tem sido pauta frequente para as instituições de ensino, principalmente as de Educação Básica. Afinal, a maioria já percebeu que não tem condições, sozinhas, de responder a todas as demandas de estudantes com uma diversidade cada vez maior. Mas, se os pais, pela necessidade de trabalhar também para proporcionar melhores condições de educação e cultura aos filhos, têm cada vez menos tempo de acompanhar de perto o ensino que ele recebem, como fechar esta equação?

A resposta pode estar no Estudo interação Escola Família - Subsídios para Práticas Escolares, feito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Divulgada em abril deste ano, a pesquisa mapeou experiências incentivadas pelo Poder Público nesta linha. A boa notícia é que, onde elas ocorreram de forma sistemática, há maior interação entre escola e família. A ruim é que são poucos os casos.

NO final de 2008, a Unesco e o MEC, responsáveis pelo estudo, abriram espaço para que governos estaduais e prefeituras relatassem de aproximação de suas escolas com as famílias. Só foram enviadas informações sobre 18 projetos coordenados por secretarias estaduais e 14 promovidos por escolas, sem intervenção dos governos.

"O que se percebe é que, nos últimos anos, tem crescido muito esta aproximação. Mas é preciso tornar mais efetivos que estabelecem e promovem esta relação entre a família e a escola", diz Marilza Regattieri, que, ao lado de jane Margareth Castro, coordenou o estudo feito pela Unesco.

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