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terça-feira, junho 01, 2010

Os estagiários que fazem a diferença

Funcionários que ainda nem se formaram podem, sim, transformar a tecnologia e a gestão dos negócios — e em pouquíssimo tempo

Por Rafael Farias Teixeira
TECNOLOGIA PARA PROTEGER OS BICHOS
Gustavo Freire de Carvalho Souza, 23 anos
Curso:
Biologia na Universidade Católica de Salvador (UCSal)
Cidade: Salvador, BA
O que fez: Um novo método para monitorar fauna e flora aquáticas

Edson Ruiz

Sou apaixonado por ambientes marinhos. Por meio de professores, fiquei sabendo que a Lacerta Ambiental precisava de um estagiário para um projeto de monitoramento de fauna e flora aquáticas do terminal portuário de Cotegipe. Fiquei empolgado. Até então, o trabalho era feito por um sistema de chips, que não permitia acompanhar todos os animais.

Descobri uma técnica americana com um polímero fluorescente para marcar peixes pequenos. Adaptamos e desenvolvemos esse processo. A injeção ocorre abaixo da pele do animal, não provoca nenhum mal e a tinta só é visível com luz ultravioleta.

O acompanhamento em Cotegipe melhorou e os custos diminuíram. A Lacerta gastava R$ 12 com cada chip inserido. Hoje arca apenas com R$ 0,30 por injeção com nossas seringas multicoloridas. Um kit com o polímero pode durar até três meses e já está sendo utilizado em outros projetos. Agora formado, coordeno um projeto similar em uma área de mineração no interior baiano.”

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