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sábado, junho 26, 2010

Resumo comentado das notícias da semana

Enviado por Míriam Leitão

Investimento da Petrobras - A empresa anunciou nesta semana um plano de investimento gigante, de US$ 224 bi até 2014, maior do que seu valor em bolsa, e adiou a capitalização para setembro, gerando muitas dúvidas no mercado.

Congresso americano aprova texto da reforma financeira - É a segunda vitória de Obama, após a aprovação da reforma da saúde. O mercado financeiro vai passar por uma supervisão mais rígida para evitar uma nova crise, como a de 2008, quando o setor público teve que socorrer os bancos privados.

Reunião do G-20 - Os países mais poderosos do mundo vão se reunir no Canadá, diante de vários sinais conflitantes: os EUA temem retirar os estímulos fiscais pelo risco de nova recessão, enquanto a Europa está cortando gastos com medo de que o endividamento dos países resulte em calote.

Desemprego sobe - A taxa subiu para 7,5% em maio, mas o dado não deve ser visto com preocupação, porque mostra que mais pessoas, que haviam desistido, voltaram a procurar emprego.

Desiguldade no consumo - O IBGE publicou pesquisa mostrando que o rendimento das famílias cresceu 10,8% de 2003 a 2009, mas 35,5% dizem que a quantidade de alimentos consumidos não é suficiente. A desigualdade de renda, apesar de ter caído um pouco, continua grande. Para se ter uma ideia, uma família chefiada por uma pessoa branca gasta 89% mais do que a chefiada por um integrante preto.

Entrevista com Marina Silva - Nesta semana, entrevistei a candidata do PV, Marina Silva, na GloboNews. Além de ter afirmado que era uma solução para o agronegócio brasileiro, criticou a forma como o BNDES está atuando. Segundo ela, se tivermos uma combinação de juros e de corte de gastos públicos poderemos ter taxas mais baixas e o BC não será o único a ter o encargo de controlar a inflação.

Capital especulativo - Aumentou muito a dependência do Brasil ao capital especulativo para fechar o déficit em transações correntes que, em maio, ficou em US$ 2 bilhões. Esse não é um grande problema, como foi no passado, porque o Brasil tem reservas bem altas, mas é preciso ficar de olho.

China flexibiliza moeda - O anúncio da China de flexibilizar o yuan foi bem recebido no início. Mas depois, já se falava em cautela. Muitos acham que não deve ser uma mudança para valer. O yuan desvalorizado artificialmente é um fator perturbador na economia internacional. Ele torna mais competitivos os produtos chineses.

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