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segunda-feira, agosto 02, 2010

Entrevista Haroldo Lima

Um plano nacional contra vazamento - Ramona Ordoñez

O vazamento do óleo no poço de british Petroleum (BP) no Golfo do México, nos EUA - que completou três meses até ser parcialmente contido - provocará mudanças profundas nos sistemas de segurança utilizados pela indústria de petróleo no mundo todo. E no Brasil, as mudanças já se iniciaram. A Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Ibama e a Marinha começaram a elaborar o primeiro Plano Nacional de Contigência para conter vazamentos de petróleo em alto-mar, como nos campos do pré-sal.

Atualmente, a Petrobras elabora os programas de contingência para cada uma das plataformas, mas agora, segundo o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, revelou em entrevista ao GLOBO, o governo adotará um plano em nível nacional, com a atuação conjunta dos órgãos fiscalizadores e do meio ambiente.

Apesar de afirmar que os sistemas de segurança adotados no país, assim como sua fiscalização, estão entre os mais avançados do mundo, Lima admite que certamente deverão ser aperfeiçoados devido ao vazamento no Golfo. Mas alerta que o Brasil deve acelerar os proejtos de exploração de petróleo no pré-sal e também no pós-sal, como orisco de a matéria-prima perder valor no futuro próximo com o maior uso de fontes alternativvas de energia, acelerado pelo acidente nos EUA.

Lima se declarou um defensor não só da aceleração da produção de óleo no pré-sal, como no pós-sal e também nas bacias terrestres, para permitir o desenvolvimento do país e ajudar na redução da pobreza e da desigualdade:

- Temos que nos adiantar para evitar que a gente fique com um mico.

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