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sábado, agosto 07, 2010

Mal da Saúde não é só falta de verba

Auditoria do SUS mostra que, mesmo quando há recursos, sistema sofre com problemas de gestão - Roberto Maltchik

Eterna plataforma depolíticos em campanha eleitoral, o resgate de saúde pública no Brasil não exige só a ampliação dos recursos públicos para o setor, revela auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema ùnico de Saúde (Denasus).

A investigação, que analisou dados de 2006 e 2007, detectou estados que cumpriam o limite mínimo de investimentos previsto pela Emenda 29 à Constituição, mas conviviam com um quadro assustador de mortes que poderiam ser facilmente evitadas com prevenção. Em outros casos, a falta de assistência básica foi agravada pelo abandono dos sistemas de vigilância epidemiológica e sanitária.

Menor estado brasileiro, com 21 mil quilômetros quadrados e população de pouco mais de dois milhões de habitantes, Sergipe integra a modesta lista de nove, entre 27 unidades da Federação, que seguiram a Constituição e investiram 12% da arrecadação em saúde. Mas, segundo o Denasus, o percentual de 12,2% não se refletiu em avanços no setor.

De 2004 a 2007, enquanto ocorria em Sergipe um "injustificável descumprimento de carga horária de médicos e enfermento de carga horária de médicos e enfermeiros pagos pelo SUS", 776 bebês com menos de 1 ano morreram de diarreia, pneumonia e desnutrição.

A secretária de Saúde de Sergipe, Mônica Sampaio, afirmou que a demanda por médicos no estado é "maior do que a oferta". Ela frisou a dificuldade para que os profissionais atendam pelo SUS em cidades do interior. A respeitos dos óbitos evitáveis, diz que a mortalidade infantil no estado caiu 21,6% de 2006 a 2009 devido às políticas adotadas.

- A incidência (dos óbitos) tem como causa is baixos níveis socioeconômicos da população e a falta de acesso a serviços básicos.

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