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domingo, novembro 21, 2010

Em reunião com cardeais de todo o mundo, Papa discutirá conversões e abusos sexuais/ Reuters

CIDADE DO VATICANO - Cardeais católicos de todo o mundo realizam nesta sexta-feira uma reunião extraordinária no Vaticano para discutir temas como liberdade religiosa, os abusos sexuais de religiosos contra menores e a aceitação de convertidos da Igreja Anglicana. 

A reunião, a portas fechadas, ocorre na véspera de uma cerimônia chamada consistório, em que o Papa Bento XVI nomeará 24 novos cardeais, com quem o pontífice deve tratar destes assuntos. 

Os atuais e os novos cardeais ouvirão relatos sobre o escândalo de pedofilia no clero, que tem abalado a Igreja em diversos países. Vítimas de abusos sexuais organizaram protestos em Roma para coincidir com a reunião. Elas acusam o Vaticano de não se empenhar suficientemente para proteger os menores de futuros abusos do clero. 

- Queremos que os bispos entreguem à polícia e aos promotores os prontuários pessoais de clérigos que sejam acusados de forma comprovada, admitida ou crível de terem molestado crianças - disse Barbara Blaine, líder da entidade americana Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres. 

Violência contra católicos também deve ser debatida

Outro item na pauta da reunião dos cardeais é a difícil relação com os anglicanos. Na sexta-feira, a Igreja Católica da Inglaterra deve anunciar que cinco bispos anglicanos contrários à nomeação de mulheres como bispas dessa religião vão aceitar a oferta do Papa para se converterem ao catolicismo, mas com direito a manterem algumas de suas tradições anglicanas. 

Nos últimos anos, o Vaticano também tem intensificado seus apelos por liberdade religiosa para os cristãos em países de maioria islâmica, principalmente a Arábia Saudita. Lá, não pode haver cultos públicos não islâmicos, e converter muçulmanos a outras religiões pode acarretar a pena de morte. 

A Santa Sé também tem manifestado preocupação com os cristãos do Iraque, onde neste mês 52 pessoas - entre fiéis e policiais - foram mortos durante a ocupação de uma igreja por militantes da al-Qaeda.

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