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segunda-feira, novembro 29, 2010

Tudo na bolsa - Melina Dalboni

Alice Tapajós com a bolsa premiada: "Perdi tudo: fama, sucesso, dinheiro, honra pública. Mas ninguém conseguiu tirar meu talento".

Se tornou um dos principais nomes da moda nos anos 80. Foi sequestrada em 1991. Fechou as portas de suas lojas em 2004. Vendeu casa, carro, quadros, joias para pagar dívidas. Em 2008 repsondeu a processos criminais por formação de quadrilha e falsidade ideológica pelo uso de "laranjas". No ano passado, pifou. Teve um derrame e precisou ser operada.

Mesmo depois de tantas reviravoltas, a estilista, hoje com 59 anos, seguiu em frente, sempre trabalhando. Rata de Internet, ela se inscreveu no concurso americano de bolsas Handbag Designer Awards, concorrendo com 600 marcas. Ficou em primeiro lugar e ganhou pontos de venda na Saks Fith Avenue e Henri Bendel, ao lado de Marc Jacobs e Jimmy Choo.
- Perdi tudo: fama, sucesso, dinheiro, honra pública. Mas ninguém conseguiu tirar meu talento. Em Nova York eu não era ninguém, e ganhei. Foi muito importante para mim. Essa sensação de estar tendo tudo de volta é melhor do que qualquer coisa - diz, que não dava entrevistas há seis anos. E foi assim, resgatada por uma bolsa, que volta ao mercado e retoma sua vida.

A premiada chamou a atenção de duas investidoras cariocas, Gabriella Icaza e Fernanda Coque Cardoso, que decidiram abrir a Zibba, para comercializar os acessórios que a estilista vinha criando e vendendo informalmente. Com consultoria do americano Robert Forrest, a loja será inaugurada em dezembro, no shopping Leblon.
Zibba é um nome indígena que significa criação. Era também como ela chamava seus dois filhos quando eles eram pequenos.

- Eu perdi a minha vida, e a Zibba me trouxe de volta a chance de recuperá-la pela segunda vez (depois do sequestro).

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