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terça-feira, dezembro 14, 2010

Cresce o número de "mobinautas"

A China é o hoje m maior consumidor mundial de novas tecnologias, principalmente no setor de telefonia celular e de internet. As empresas do setor estão de olho no país. Fabricante dos dispositivos eletrônicos mais desejados em todo o mundo, a Apple calcula que o número de usuários de celular chineses esteja, atualmente, em 800 milhões. E esse total vai ultrapassar o bilhão em 2020. Ou até antes.

Por sua vez, o China Internet Network Information Center (CNIIC) assegura que existem 450 milhões de internautas no país. Desse total, 50% têm menos de 25 anos, 46% são mulheres e cerca de 30% fazem parte da categoria dos mobinautas, um neologismo inventado pelo CNIIC para denominar aqueles que acessam a internet através do celular. Esta última categoria é a que mais cresce: 50% entre 2009 e 2010.

Uma das explicações para o sucesso da internet no país é o próprio custo do acesso à rede: na China, sai bem mais barato navegar na rede via celular do que através dos computadores. Outro dado interessante é que os jovens chineses têm preferência pelos sites de música (84,5%), de notícias (81,5%) e correio eletrônico (77,2%). 

A garotada da chamada Geração Y (com menos de 20 anos de idade) passa muitas horas diante da tela tanto para a comunicação pessoal quanto profissional. No trabalho, a média é de 34 horas por semana, contra 11 horas nos países ocidentais.  Em casa, para o uso pessoal, os jovens chineses dedicam em édia 14,8 horas por semana aos jogos eletrônicos - contra 3,4 horas no resto do mundo; 5,1 horas para compras na internet (contra uma hora nos outros países) e três horas para ver os videos musicais.

Estes dados podem parecer exagerados - mas, num país de grande população como a China, eles são facilmente explicavéis. A loucura virtual que tomou conta dos consumidores é consequência do fato de que as multinacionais investiram US$ 765 bilhões neste mercado nos últimos 30 anos. Todo esse dinheiro circulando pelo país provocou rapidamente o crescimento de um setor que a China praticamente desconhecia. 

O resultado foi o surgimento em pouco tempo, de uma verdadeira fúria consumista: todos querem ter o modelo de aparelho mais recente. E muitos trabalhadores são capazes de pagar até 30% do salário mensal para adquirí-lo.

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