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segunda-feira, junho 06, 2011

Oportunidades / Júlio Clebsch

Do ano passado para cá, muito se tem falado da ascensão das classes C e D. Alguns critérios preestabelecidos para classificar alguém como C, D ou qualquer outra letra são discutíveis. A questão creditícia também é importante, mas fica para outro momento. Entretanto, é inegável que algumas dezenas de milhões de pessoas, hoje, têm uma renda que lhes permite consumir bens e serviços jamais imaginados alguns anos atrás.

Uma recente pesquisa realizada com executivos pelo Data Popular revelou que, dos entrevistados, 70% afirmaram existir algum tipo de preconceito por parte de suas empresas quando desenvolvem estratégias de marketing para segmentos de baixa renda. Na outra ponta, apenas 20,79% disseram estar preparados para lidar com as classes C, D e E.

Raúl Candeloro, diretor da revista
Liderança, em editorial para a publicação (você o lerá na edição de abril), escreveu sobre “bônus demográfico”, quando a maior parte da população está em idade economicamente ativa, e a falta de um diagnóstico mais apurado por parte do empresariado sobre o que isso significa em termos mercadológicos. Ele lembra que nem tudo são rosas: um sério problema advindo dessa tendência é a escassez de mão de obra.

O Dicionário Aurélio define “oportunidade” como uma ocasião; uma circunstância adequada ou favorável e, completo eu, para agir, aproveitar ou contornar esse momento favorável/desfavorável. O que leva a três perguntas, que fazemos a você, leitor:

1. Você ou sua empresa sabem caracterizar o consumidor das classes C e D?

(  ) Sim.
(  ) Não.

2. Se você respondeu “sim”, quais são essas características?

3. Quais são as oportunidades e as dificuldades detectadas por sua empresa para melhor aproveitar essa tendência?

Como é de praxe nessas sondagens que realizamos com os leitores, as melhores respostas serão publicadas em nossa edição de maio.

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