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sexta-feira, junho 17, 2011

Use um pouco do seu tempo para ajudar quem realmente precisa

Faça trabalho voluntário

por Carolina Lordello 



Se a estudante Sylvia Milan, de 21 anos, precisasse escolher entre fazer trabalho voluntário ou trabalho remunerado, ela escolheria o trabalho voluntário.

Segundo conta, "trabalho voluntário é você dar às pessoas o que elas mais precisam sem se preocupar com tempo, chefe ou contas a pagar". Além disso, o senso de gratificação é especialmente alto, principalmente quando se trabalha com crianças. "É imensamente gratificante", diz, "porque elas abraçam, beijam, apertam, e dizem que te amamm!". Assim, faz 8 anos que Sylvia se dedica à causa.

E todo mundo pode destinar um pouquinho do seu tempo para ajudar, mesmo que seja somente aos finais de semana.

Mas trabalho voluntário não precisa ser feito só com pessoas, não. Se você tem vontade de ser voluntário em algum projeto, saiba que pode trabalhar em diversas áreas, que vão desde meio ambiente até entretenimento para idosos. A Sylvia, por exemplo, trabalha com crianças em tratamento contra o câncer, crianças de abrigos e idosos que vivem em asilos. E tudo começou quando, ainda pequena, ela fazia algumas visitas a orfanatos e escolas públicas. Alguns anos depois, por conta própria, ela foi atrás de grupos que se organizavam para ajudar os outros. E existem diversos sites que podem te ajudar.
Onde buscar

O site Voluntários, por exemplo, possui um banco de dados das principais instituições que precisam de trabalho voluntário. Para descobrir qual é a mais próxima da sua casa, basta acessar o site, escrever a sua cidade e, se quiser, em qual área gostaria de trabalhar. A lista é bastante grande!

Outro site bastante legal é o Eu Sou Voluntário, em que você pode se cadastrar para receber informações, notícias e oportunidades de vagas das comunidades de seu interesse, tudo separado por especialidade. Há comunidades sobre saúde, educação, meio-ambiente e até animais domésticos.



Rotary

O Rotary Internacional é outro lugar em que o trabalho voluntário é levado à sério. Dentro dessa associação filantrópica, existe o Rotaract, para jovens entre 18 e 30 anos, e o Interact, para adolescentes entre 12 e 18 anos. A estudante Gabriela Doninho, de 21 anos, fez parte dos dois. “Atualmente faço parte do Rotaract Club Vila Mariana, em São Paulo, mas também já passei pelo Interact Club de Rancharia e pelo Rotaract Club Vila Alpina.”

Ela disse que começou a fazer parte da família rotária porque se interessou pela instituição. "Existe toda uma organização por trás dos serviços, com atividades que desenvolvem o espírito de liderança e até de aventura. Assim como o Rotary, o Rotaract e o Interact têm toda uma rede de cargos, treinamentos, eventos com pessoas de fora, e trazem muitos amigos para a vida da gente.”

Mas para fazer parte dos clubes, você deve ser convidado por algum sócio e passar um tempo indo às reuniões, para que haja uma integração. Depois disso, é marcada com uma cerimônia que dá ao convidado o título de sócio. A Gabriela começou indo às reuniões em Rancharia, que é uma cidade bastante pequena do estado de São Paulo. Lá, desenvolveu projetos com as comunidades carentes locais, como asilo de idosos, casas de crianças abandonadas e APAES.
 
"Os projetos eram bem diversificados, fizemos campanha do agasalho, arrecadação de brinquedos, recreações infantis, torneios de pipa, feiras de doces, arrecadação de livros. Chegamos até a construir uma biblioteca para um abrigo de crianças."

Um Teto para o Meu País

Outra instituição que ganha cada vez mais notoriedade é a ONG Um Teto para Meu País. E seus esforços veêm atraindo cada vez mais pessoas, principalmente universitários. Sua meta é ajudar a erradicar a extrema pobreza da América Latina.

Criada em 1997 no Chile, esta ONG chegou no Brasil em 2006 e hoje já está presente em 19 países. E haja trabalho! Só aqui no Brasil já construiu cerca de 470 casas para famílias carentes dos municípios de Guarulhos, Suzano, São Paulo e Itapeva.

Para participar, você não precisa ser um engenheiro ou mestre de obras, já que as casas são pré-fabricadas. Aliás, há pessoas que começam a voluntariar sem nem saber pregar um prego na parede! Quem já tem experiência com construção ajuda quem não tem e todos, juntos, ajudam quem precisa.

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