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domingo, julho 24, 2011

Vida profissional da mãe não tem efeitos negativos sobre comportamento emocional dos filhos, mostra pesquisa

O Globo (saude@oglobo.com.br)
RIO - Pais que se esforçam para combinar o horário de trabalho com a educação dos filhos podem se animar com um novo estudo realizado pelo Conselho de Pesquisa Econômica e Social (ERSC) do Reino Unido sobre mães que trabalham fora e os efeitos sobre as emoções das crianças. A pesquisa mostra que o fato de as mães terem um emprego durante seus primeiros anos de vida não tem efeitos significativamente negativos sobre o desenvolvimento social ou emocional dos filhos. 

O cenário ideal para as crianças, tanto meninos quanto meninas, pareceu ser os pais morando em casa e com os dois empregados. Para os filhos que viviam com a mãe e o pai, o impacto da vida profissional da mãe pode depender parcialmente das condições de trabalho do pai. 

No entanto, usando dados do Grupo de Estudos do Milênio, uma grande pesquisa realizada com crianças nascidas no Reino Unido nos anos de 2000 e 2001, os pesquisadores descobriram que a relação entre dificuldades comportamentais e os empregos das mães era mais forte para meninos que para meninas. 

Enquanto os meninos em famílias nas quais as mães eram as principais provedoras da família apresentaram mais dificuldades com cinco anos do que os que viviam com os dois pais que trabalhavam fora, o mesmo não aconteceu com as meninas. As que viviam em condições familiares tradicionais em que os homens eram os provedores se mostraram mais propensas a ter dificuldades aos cinco anos do que as que viviam em casas em que os dois trabalhavam.

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