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quinta-feira, setembro 01, 2011

Corpo a corpo: As aulas precisam se ligar à vida

Professor e autor de livros sobre ensino de matemática, Osmar Nina Garcia Neto diz que pais e professores podem melhorar o aprendizado do assunto pela criança trazendo-o para o cotidiano.
O GLOBO: Que medidas podem ser tomadas para aumentar os índices de aprendizagem em matemática? 
Uma das alternativas é a ampliação da jornada escolar, de quatro para oito horas diárias. É claro que isso precisa de aumento de investimento: em professores, em outros funcionários do colégio... 
Um outro caminho é enfocar o essencial em cada nível de escolaridade. As quatro operações, a velha tabuada, as formas geométricas, porcentagem, números decimais, por exemplo. 
Para você interpretar dados estatísticos em qualquer reportagem de jornal, precisa saber porcentagem e muitos pais se esquecem disso quando dizem que não sabem matemática e não podem ajudar o filho.
O GLOBO: Como mostrar a matemática no cotidiano? Você pode, por exemplo, levar a criança ao supermercado e trabalhar com limite de gastos: se só posso gastar até x, quais produtos posso comprar? Já no formato de um prédio, há as arestas. 
Há muitos modos de se demonstrar a necessidade da matemática no dia a dia. E no colégio, além da valorização do professor, como o ensino da disciplina pode ser aperfeiçoado?

Os parâmetros são tão ruins, mas trabalham com um excesso de conteúdo que faz com que a criança não veja o essencial. No ensino de medidas, por exemplo: quando você vai usar decâmetro? Você tem de se preocupar é em ensinar bem o metro, o centímetro, o quilômetro. As aulas também precisam se ligar à vida dos alunos. 
Na geometria, não é para se aprofundar em teoremas e postulados e depois trablahar as formas. É o contrário. A maioria das embalagens é formada por quadrados, retângulos: é mostrar isso para então ir a teoria.

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