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quinta-feira, setembro 01, 2011

Dever de casa de pelo menos uma hora por dia - cont.

Um dos autores, Osmar Neto chama a atenção para a importância de o aluno ver o interesse do pai ou da mãe na matéria que ele leva para casa: - O dever de casa precisa ser de pelo menos uma hora ao dia. É o momento em que faz diferença se o pais só olha se o filho fez o dever, sem querer saber se a criança entendeu ou não.

Mãe de João Victor Borges, de 8 anos, do 3º ano do fundamental, a psicóloga Denise Borges, moradora de Niterói, no Grande Rio, tem com matemática foi estimulada por ela, com brinquedos, desde que ele tinha quatro anos. Mais tarde, outra solução encontrada pela mãe do menino foi trazer a matemática para o cotidiano - incentivando, por exemplo, contas com dinheiro: 

- Sempre gostamos de dar quebra-cabeças para ele, que já ia se acostumando com as formas geométricas. Com 4 anos, demos um jogo que era como se fosse um baralho, mas com números, para ele descobrir o resultado das contas. Também nessa época, começamos a mostrar para ele jogos como o Banco Imobiliário; então ele já passou a fazer contas brincando com notinhas de dinheiro de mentira.

João Batista Oliveira, que também é presidente do Instituto Alfa e Beto, organizador do seminário no Rio, destaca a relação do aprendizado com o currículo nos colégios: programas mais enxutos - mas menos superficiais em cada ponto ensinado - aumentam o desempenho dos alunos, sublinha.

- Os países com melhor desempenho em matemática nos anos iniciais ensinam pouco, mas com profundidade. Com um currículo gordo, como o nosso, você ensina muitos pontos mas de forma superficial, e sem terminá-los. Com o aprendizado da matemática é cumulativo, a problema vai piorando: por isso os resultados no ensino médio são piores. Lá em frente, a base faz falta. 

Para o professor das séries iniciais, é mais importante conhecer a matéria que ele ensina em sala do que ter pós-graduação em matemática, por exemplo. 

No Colégio Municipal Professor Paris, em Belford Roxo, na Baixada, as aulas de matemática do ensino fundamental são complementadas por oficinas no contraturno das aulas, para marcar justamente conteúdos básicos como as quatro operações e fração. 

O dominó é o que eu mais gosto, dá para a gente jogar - diz Ana Beatriz, de 10 anos, sobre um dominó de fração que é usado nas oficinas, com o qual os alunos aprendem a reconhecer as frações para poder juntar as pelas do jogo.

Sentada à sua frente, Juliana Pereira, também de 10 anos e colega de turma de Ana Beatriz no 5º ano do fundamental, conta por que gosta do ábaco, outra ferramenta utilizada nas oficinas.

- Para os alunos saberem calcular a área e volume, por exemplo, pedimos para medirem suas casas e fazerem a planta. Vão ver quanto precisariam de telha, tijolo, diz a professora Joselina Bastos, coordena o "mais educação".

- A matemática tem de estar na vida deles.

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