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sexta-feira, setembro 09, 2011

Oleosidade facial


Driblar a oleosidade facial não é tarefa das mais fáceis, principalmente para as adeptas da maquiagem ou mesmo para quem está exposto às variações climáticas e poluição das cidades grandes. Muitas vezes, os truques usados para combatê-la acabam apresentando resultados inversos. Exemplo disso é lavar o rosto várias vezes ao dia. 
 
Quando isso acontece, "há um aumento da secreção sebácea em resposta à agressão da pele" explica a dermatologista Flávia Addor. A pele oleosa é uma característica do indivíduo. 
 
A especialista esclarece que a secreção sebácea tem uma regulação basicamente genética, sendo ativada pelos hormônios sexuais. Isso significa que alterações hormonais de qualquer natureza podem desequilibrar esta produção, causando a oleosidade facial. 
 
No entanto, alguns fatores externos (higienização, determinados medicamentos, ou ainda, influências ambientais) também podem interferir neste processo de produção. Além disso, o uso de cosméticos de base cremosa pode intensificar a oleosidade. Porém, não interferem na secreção sebácea propriamente dita.

A melhor forma de tratar a oleosidade é usar produtos adequados para tal. "A higiene com produtos adequados para pele oleosa é desejável, evitando, entretanto, os que são muito cáusticos (pH elevado, alcalinos) ou com muita detergência, pois acabam irritando a pele", ressalta Flávia.

Quando a oleosidade é intensa e vem acompanhada de acne, o uso de retinóides tópicos - como o ácido retinóico - podem levar a uma melhora mais duradoura. Segundo a dermatologista, em alguns casos específicos, o uso da isotretinoina oral resolve o problema de forma definitiva. Mas pela natureza do medicamento, somente o dermatologista pode analisar a relação de custo/benefício.

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