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segunda-feira, dezembro 05, 2011

A AIDS também pode afetar o cérebro

O dia 1 de dezembro foi internacionalmente instituído como o Dia Mundial de Combate à AIDS. Desde os anos 80, nesse dia o mundo une forças para a conscientização sobre essa doença que, apesar dos grandes avanços no seu tratamento, ainda não tem cura.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2010, aproximadamente 34 milhões de pessoas conviviam com o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana - causador da AIDS) no planeta. No Brasil, até o final de 2010 já haviam sido notificados praticamente 600.000 casos de AIDS.

Desde os primeiros anos da epidemia, os pesquisadores reconhecem que o HIV pode afetar o cérebro. Antes de terapias eficazes com antiretrovirais, pessoas com AIDS eram suscetíveis a uma variedade de infecções oportunistas no cérebro, bem como à demência associada ao HIV.

Com o advento de combinações eficazes de antiretrovirais em meados dos anos 90, essas condições severas se tornaram menos comuns, porém há estudos  indicando que mais de 50% das pessoas com HIV desenvolverão algum tipo de comprometimento neurocognitivo. Na verdade, alguma pesquisas indicam que a frequência de comprometimento neurocognitivo associado ao HIV está aumentando na medida em que as pessoas infectadas vivem mais.

Esse comprometimento neurocognitivo associado ao HIV é causado por uma variedade de fatores. Um dos mais notáveis é que o vírus ataca diretamente o cérebro e danifica a bainha de mielina – uma substância que recobre e protege os axônios das células nervosas. 

A destruição da mielina pode fazer com que os impulsos nervosos fiquem mais lentos, afetando a concentração, memória, pensamento, fala, expressão emocional, coordenação motora e comportamento social.

Um outro fator importante é que o HIV também mata as células cerebrais e impede o nascimento de novas. O cérebro normal de uma pessoa tem a capacidade de desenvolver células-tronco que se transformarão em neurônios (as células nervosas), processo também conhecido como neurogênese.  Porém, em 2007, um estudo descobriu que o HIV impede que essas células-tronco se dividam, reduzindo a proliferação dessas células e, consequentemente, de neurônios.

O nível de comprometimento neurocognitivo associado ao HIV pode ser classificado de acordo com o seu impacto no cotidiano e independência da pessoa, variando desde um comprometimento leve até a demência. Foi verificado que o nível de comprometimento cognitivo está diretamente associado à qualidade de vida da pessoa, sendo que as que possuem um nível mais severo também possuem a maior probabilidade de terem uma qualidade de vida pobre.

O diagnóstico precoce e o tratamento com o coquetel de antiretrovirais é fundamental para se reduzir o impacto do HIV nas funções cerebrais. Além disso, assim como acontece em outras doenças que afetam o cérebro, uma boa reserva cerebral ajuda a adiar o surgimento dos sintomas no cérebro, como a falta de concentração e memória fraca. E, para desenvolver essa reserva, você precisa exercitar seu cérebro das maneiras mais variadas possíveis.
 
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