Páginas

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Como ter ótimos relacionamentosReg Connolly

Um dos segredos para uma vida feliz e bem sucedida é a capacidade de ter ótimos relacionamentos – em casa, no trabalho e na sua vida social.

As sugestões a seguir são baseadas nas habilidades e nas atitudes das pessoas "Bem Relacionadas" – pessoas que desenvolvem e mantém relacionamentos maravilhosos. Ao usar a PNL para modelar ou identificar as características dos "Bem Relacionados" nós descobrimos uma lista extensa. Apesar da perspectiva atraente, não existe uma fórmula de ‘sucesso em 3 passos’. É um processo mais complexo, porém pode ser aprendido.

A seguir, está uma seleção principal bastante randômica. É um começo para você se preparar e entrar em operação.

Seja um bom ouvinte

E mostre um interesse sincero no que está acontecendo na vida da outra pessoa. Lembre-se de que temos uma boca e dois ouvidos – use isso como um lembrete de quanto deve se dedicar a falar versus quanto a ouvir.

Coloque-se no lugar da outra pessoa

Como um bom ouvinte, entre, momentaneamente, no mundo da outra pessoa (sem ser envolvido nos seus estados negativos). Estar no mundo de outra pessoa exige que você ouça com sinceridade. Em outras palavras, enquanto você estiver ouvindo, faça isso e somente isso – ouça. Isso pode exigir um pouco de prática, visto que a maioria das pessoas tende a ouvir parcialmente enquanto internamente se prepara ou ensaia o que vai dizer depois. Isso está de acordo com um Princípio muito importante da PNL - respeitar o Modelo de Mundo da outra pessoa.

Empatia ao invés de simpatia 

Empatia significa entender e ter a percepção da dificuldade da pessoa, sem tentar se envolver, a não ser que seja solicitado. Demonstrar simpatia, sentir pena dela, é desrespeitoso e indica que você acredita que ela, por iniciativa própria, não tem os recursos para lidar com a sua própria dificuldade.

Procure os pontos positivos da outra pessoa

Existem muitos pontos positivos e você tem a escolha de prestar mais atenção neles ou nos defeitos dela. Quanto mais pontos positivos de uma pessoa você descobrir e se focar neles, mais o seu respeito por essa pessoa aumentará.

Mantenha contato

Mesmo que vocês tenham estado juntos a poucas horas atrás, talvez no café da manhã, que tal uma ligação rápida para perguntar como está o dia dela ou para dizer que você esteve pensando nela?

Ou uma mensagem de uma linha pelo email ou pelo celular? Mantenha contato também com aqueles que estão longe. Relacionamentos à distância podem durar por décadas, se alimentados. Uma carta ocasional, um cartão, um telefonema ou um email poderão alimentar e manter o relacionamento.

Qual é o ponto de vista dela?

Seja capaz de ver o mundo sob o ponto de vista dela. Essa é provavelmente a mais importante habilidade individual com relação ao relacionamento, as amizades e aos negócios. Se você estivesse no lugar dela, com os sentimentos dela, as crenças, os valores, a experiência dela, etc., como a situação seria vista por você? Quais seriam as suas necessidades, as suas expectativas ou as suas preocupações? Aqui você pode aplicar a técnica das Posições Perceptivas da PNL.

Respeite a opinião dela

Reconheça que ela enxerga as coisas de um modo diferente. Que todos nós temos uma visão diferente do mundo. Essa opinião ou modelo da realidade está baseada na nossa experiência de vida até hoje. Nenhuma visão do mundo está ‘certa’ ou ‘errada’ – é uma questão de opinião e, do mesmo modo que as suas opiniões mudam de tempos em tempos, também as dela mudam. Ao não se apressar para conhecer a visão de mundo dela, sempre em evolução, você realmente pode aprender coisas que irão enriquecer ou ampliar a sua própria visão. 

Aceite os defeitos

Reconheça e tolere as fraquezas e os defeitos de uma pessoa. Afinal, as ‘fraquezas’ serão avaliações subjetivas baseadas na sua visão de mundo. E lembre-se de que não existe pessoa perfeita – a maioria de nós está fazendo o melhor que pode a cada instante, trabalhando para diminuir a quantidade e a magnitude dos nossos defeitos – isso é um projeto para a vida toda. 

Certo? Ou FELIZ?

Você já não percebeu, especialmente nas relações familiares, como é fácil entrar naquela de "você está errado, eu estou certo"? Já percebeu como isso é idiota – será que vocês só se darão conta disso quando estiverem se reconciliando de novo depois de terem se ferido mutuamente? Que tal decidirem juntos que não farão isso de novo! Decida com o seu parceiro/a ou amigo/a que é mais importante estar FELIZ do que CERTO

Decida que cada um irá manter um senso de perspectiva e concentrem seus esforços em evitar argumentos estúpidos sobre ‘questões importantes’ tais como porque a outra pessoa não colocou o leite de volta na geladeira na noite passada, esqueceu de comprar um dos itens da lista quando foi fazer as compras, etc. De que cada um dará permissão ao outro para ser humano e, de tempos em tempos, esquecer as ‘regras da casa’ e cometer erros sem ter que sofrer mais tarde.

Lembre-se de que a vida é finita 

Se você descobrisse, de repente, que tem apenas três meses de vida, iria desperdiçar tanto tempo em discussões e de mau humor com os amigos e parentes? Quantos elogios adicionais e gestos de ‘eu te amo’ você faria? Quanto tempo a mais você passaria com as pessoas amadas? A razão pela qual nós, muitas vezes, procrastinamos essas coisas é que nós assumimos que a vida vai durar para sempre e que nós pretendemos, um dia, passar mais tempo com elas. 

Nós podemos – e pode ser muito tarde quando o fizermos. Eu encontrei muitos pais que perderam o crescimento de seus filhos porque estavam muito ocupados cuidando de suas carreiras, do trabalho doméstico, etc. Então, quando eles arranjaram um tempo para passar com seus filhos, as crianças não estavam interessadas – elas tinham aprendido a passar sem sua atenção e estavam progredindo com suas vidas – sem o pai ou a mãe.

Pare de tentar mudar as pessoas

Isso é um defeito comum, especialmente nos relacionamentos duradouros. Lembre-se que você não escolheu a pessoa por causa do potencial dela de se tornar a pessoa que você queria. Vocês ficaram juntos porque se amavam e no primeiro ímpeto de amor você se focou somente nas coisas que gostava nela. 

Então, por que é que nós mudamos quando nós passamos a morar junto ou casamos, e começamos a não enumerar novos ‘pontos positivos’ nas nossas listas, nos tornando cada vez mais obcecados por listas, e relembrando à pessoa das coisas de que não gostamos nela? 

Teste em você mesmo – como se sente quando alguém lista e elogia os seus pontos positivos? Como você se sente em relação a uma pessoa quando ela lista e critica as suas falhas? Qual delas VOCÊ faz com aqueles mais chegados a você? Pare agora por um momento para refletir como isso deve fazê-los se sentir – sobre eles mesmos e sobre você. 

Valorize as diferenças

Valorize as diferenças em como você e a outra pessoa pensam – e procure aprender com a outra pessoa. Isso é parecido com o item anterior.

Muitas vezes são as nossas diferenças que criam o estímulo e as oportunidades de aprendizado nas amizades e nos relacionamentos.

Quando nos encontramos pela primeira vez, normalmente são as semelhanças entre nós que nos permitem reter e criar o rapport. Conforme vamos conhecendo melhor a outra pessoa, começamos a reconhecer as diferenças mais íntimas. 

Potencialmente isso produz o vigor do relacionamento – como afirmou Ken Blanchard "nenhum de nós é tão esperto como todos nós" – como uma equipe, as nossas forças e fraquezas combinadas tornam a associação muito mais forte que a soma das nossas forças individuais.

Não espere que a pessoa adivinhe!

Assuma a responsabilidade pelos resultados da sua comunicação. Boas intenções não são suficientes! Não é suficiente FALAR bem quando estiver se comunicando – as pessoas só podem reagir a como e ao que você comunica. Elas não podem ler a sua mente e saber o que você quis dizer! 

Você deve se comunicar com responsabilidade para obter uma reação da outra pessoa! E se a outra pessoa não reagiu como você esperava, você precisa mudar a maneira como se comunica com ela, do contrário isso será simplesmente uma comunicação ineficaz!

A comunicação interpessoal pode parecer um campo minado. Se você entrar apressado e cegamente, com a boa intenção de obter um resultado particular, você provavelmente irá pisar em algumas minas. Porém as minas não são culpadas. 

O que é importante é imaginar a maneira mais efetiva de se fazer compreender ou, nos relacionamentos humanos, fazer com que a pessoa com quem você está se comunicando compreenda a sua mensagem. Não somente a sua mensagem precisa estar ajustada para satisfazer o estilo de pensamento da outra pessoa, mas também tem que estar ajustada ao ânimo dela naquele momento particular.

Valorize o que você tem

Valorize o que você tem no relacionamento ou na amizade. Você não forma (eu espero) uma amizade ou um relacionamento duradouro baseado na condição de que, embora a pessoa tenha agora alguns defeitos, em breve você irá colocá-la nas condições que gostaria! Você aceita a pessoa como um ‘pacote pronto’. 

No entanto, quando começamos a conhecer melhor a outra pessoa, muitos têm a tendência de querer mudar a outra pessoa em função do potencial que enxergamos nela – e aí instauramos uma campanha implacável para mudá-la! Isso, evidente, resulta em discussões, ressentimentos e sentimentos feridos. Mesmo se pudéssemos mudá-la, nós provavelmente iríamos perder o respeito por ela por ter nos permitido ter feito isso e por ela não ter tido a força pessoal de ser ela mesma!

Considere a visão de longo prazo! 

Isso é importante especialmente nos momentos difíceis dos seus relacionamentos pessoais. Muitos de nós já tivemos a experiência de estar num relacionamento amoroso e, de repente, uma daquelas minas terrestres interpessoais explode, muitas vezes, a partir de um começo bastante insignificante, uma briga se desenvolve e aumenta gradativamente. Reconheça que isso acontece mesmo na melhor das relações e está na hora de se fazer silenciosamente a pergunta: CERTO ou FELIZ? 

Então pare, evite lançar insultos ou fazer comentários prejudiciais, concorde a respeito das trivialidades, e reconheça que a outra pessoa é humana como você e sujeita a surtos de irracionalidade, igual a você. (Bem, você é, não é? Ou você é uma daquelas pessoas deploráveis que acredita que está certa o tempo todo?)

Reconheça a habilidade dela 

Esteja consciente de que todo mundo que você encontra é superior a você em alguma coisa e procure aprender com eles. Todos têm uma história para contar, uma habilidade para compartilhar, um insight para enriquecer o mundo. E você só irá aprender isso quando abrir espaço e não se apressar em fazer isso. 

E quando tiver refinado a sua capacidade de ouvir – realmente escute. Mas nós não podemos fazer isso quando estivermos nos criticando mutuamente, tentando mudar o outro, ou estivermos atolados nas trivialidades do dia a dia e perdido a visão geral e a visão de longo prazo.

Como os ‘bem relacionados’ lidam e pensam sobre eles mesmos
Está OK não ser perfeito. 

Reconheça, e permita que os outros vejam as suas próprias fraquezas, suas vulnerabilidades e suas imperfeições – afinal é isso que nos torna ‘humanos’. Você já percebeu que alguém a quem você é afeiçoado, o que o faz tão amável para você é a fraqueza dele. Sem essas imperfeições, ele seria "bom-demais-para-ser-verdade"! 

Então dê a você mesmo a liberdade de ser uma pessoa – e desista dessa busca para ser o perfeito Marido, Esposa, Pai, Mãe, Amigo – seja apenas uma Pessoa imperfeita e com alguns defeitos, com um senso de humor sobre as suas imperfeições.

Valorize seu próprio tempo, individualidade e necessidades. 

Evite a Síndrome do Mártir. ("Depois de tudo que eu fiz para você/eles/etc., é essa a recompensa que eu ganho, etc.") Abra um espaço para você mesmo, seus interesses, o seu desenvolvimento pessoal e sua paz de espírito. 

Isso não será fácil se você tiver uma família, um emprego e um monte de coisas para ajustar. A alternativa é colocar as suas necessidades de lado por ora – até iniciar uma família, até que as crianças comecem a escola, até que as crianças deixem a escola, até que as crianças tenham iniciado suas famílias, até que tenhamos arrumado as finanças, redecorado a casa, mudado de casa, aposentado... Oops, é tarde demais...

Enxergue a sua vida como um processo contínuo de aprendizado.

Se sempre existir algo para aprender, novas maneiras de fazer as coisas e refinamentos adicionais a serem feitos nas nossas opiniões, você estará menos propenso a ser autocrático e dogmático e evitará a tendência de impor as suas opiniões e a sua vontade sobre os outros. Você também irá manter uma atitude flexível e aberta para a vida e as pessoas. E será mais fácil conviver com você. 

Evite se levar muito a sério. 

E permita também que os outros tenham liberdade de não levá-lo muito a sério. Tenha um senso de humor saudável, direcionado frequentemente contra/a favor de você mesmo. Você sabe que não é perfeito, então, por que fica inquieto quando os outros reconhecem isso e realçam suas imperfeições com humor. 

Quando você tiver feito algo errado, aprenda com seus erros e depois considere o lado engraçado disso. Quando você se encontrar numa discussão acalorada sobre coisas importantes como qual programa de TV assistir, que comida mandar buscar essa noite, etc., veja o lado engraçado ao considerar tão seriamente essa trivialidade. 

Mantenha a sua vitalidade.

Mais do que qualquer outra coisa, exceto por doença, a fadiga enfraquece suas boas intenções, a sua perspectiva e o seu senso de humor.

Colocando as coisas em prática (1)

Por onde começar? Na lista acima existem itens demais para tentar colocá-los todos em prática ao mesmo tempo. Ao tentar fazer isso, o resultado é que você não terá sucesso em nenhum deles.

Então escolha um ou dois itens que você ache mais relevante e use por uma ou duas semanas. (Eu não sei porque isso é assim, mas ao trabalhar com pessoas, eu descobri que é mais provável que dure, se uma mudança comportamental ou de atitude for colocada em prática por cerca de três semanas.)

Colocando as coisas em prática (2)

Que tal imprimir esse artigo e examiná-lo com a pessoa amada? Entre os dois decidam qual é agora o item mais relevante para o relacionamento de vocês e trabalhem nele, como uma equipe, por algumas semanas.

Reg Connolly é Trainer Certificado e Master Practitioner de PNL, treinador de administração e vendas.

Esse artigo "How to have Great Relationships" está no site The Pegasus NLP Newsletter.
(c) 2000-2009 Reg Connolly - copyrighted, todos os direitos reservados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário