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quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Novo desafio à liderança

Fala-se muito a respeito da Geração Y, mas muito pouco sobre como lidar com ela. Na edição deste mês da revista Liderança, propusemos esse tema para um de nossos colunistas, Prof. Heinz, profissional com mais de 21 anos na área de RH. Apresento aqui algumas dicas sugeridas por ele para liderar bem esses novos profissionais:
  • Substituir o modelo de liderança baseada em supervisão estreita – “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, o que engessa e inibe a iniciativa criativa da Geração Y – por um modelo que mescle o que já foi testado com o desafio de buscar, em conjunto, novas formas de fazer as coisas e conquistar resultados. Isso pode ser feito em treinamentos específicos para a Geração Y ou na condução diária dos trabalhos, no melhor estilo coaching.
  • Promover treinamentos vivenciais, nos quais se enfoque os ganhos de se mesclar a experiência dos mais velhos – Geração X – com a energia e vitalidade dos mais jovens – Geração Y, além de aspectos como: ética, paciência, dinamismo excessivo, valores, ambições pessoais e profissionais. Isso ajudará a minimizar o choque de gerações, o que pode tornar o ambiente organizacional “insalubre” e improdutivo. O objetivo é que cada geração descubra o que cada uma tem de melhor e somar tais forças.
  • Como é movida por expectativas de um futuro a curto prazo, é recomendável que a empresa tenha um plano de carreira que deixe claro aonde se pode chegar na organização. Sem visão de futuro, profissionais da Geração Y não ficarão muito tempo na empresa.
  • Tem especial apreço por premiações, bônus e elogios públicos, os quais massageiam seu ego. Assim, a liderança e a política de remuneração da empresa que quiser reter essa geração devem prever tais práticas.
  • Por ser avessa à formalidade, ela prefere um ambiente mais leve, informal e flexível, em que a comunicação seja clara, objetiva e possa se expressar abertamente. A supervisão deve existir, mas sem tolher a criatividade e o senso de inovação.
  • Por ter pressa, as metas devem ser atingíveis, desafiantes e de curto prazo. Metas de longo prazo farão com que ela perca a ligação passional de que tanto necessita, pois é movida pelo aqui e agora. Portanto, planejamentos estratégicos para 10 ou 15 anos pouco motivam.
  • Como o que interessa para a Geração Y são os resultados, a empresa precisa simplificar todo o processo de comunicação e ir direto ao ponto. Objetividade é o nome do jogo. Nada de complexidades e posições “embaçadas”. Ela prefere uma dura verdade em vez de uma “macia” ambiguidade, pois tem força para “segurar o rojão”.
  • Quem lidera uma equipe Y deve ter muito cuidado com a coerência entre o que fala e o que faz. Tal geração é muito “ligada” e não absorve bem discursos vazios e promessas não cumpridas. Isso quebra a paixão pela empresa e motiva a busca por novos horizontes.
  • Para quem lidera uma equipe composta de muitos profissionais da Geração X, mesclar profissionais da Y será muito interessante, pois mexerá com a zona de conforto dos primeiros. É claro que esse líder precisa ter uma boa dose de autoconfiança e não se sentir ameaçado pelo arrojo e ambição dos mais novos.
  • No geral, a turma Y é comunicativa, mas nem sempre hábil nas relações humanas. O empenho necessário para a conquista de resultados através das pessoas não atrai muito. Essa geração prefere um caminho mais fácil. Não tem muita vocação para “engolir sapos” e paciência não é seu forte. Por isso, é fundamental que essa geração entenda a importância das relações humanas e que as dificuldades inerentes a elas valem a pena.
Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br

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