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quarta-feira, janeiro 23, 2013

Tudo que você precisa saber para trabalhar em casa

Capacidade de lidar com isolamento e horários é fundamental, diz especialista
Estadão PME

Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão
 
É preciso pensar nos prós e contras antes de decidir pelo trabalho em casa.
 
Deixar para trás o tempo perdido no trânsito e as formalidades corporativas para trabalhar no conforto do lar. A alternativa é tentadora - principalmente para quem vive em grandes cidades -, porém, na prática, é preciso ser prudente. "Trabalhar em casa parece fácil, mas não é", adverte José Eduardo Amato Balian, professor do curso de Administração da ESPM.

O principal motivo para pensar duas vezes antes de montar um escritório em casa é a natureza do negócio. "Existem atividades que não dão certo. Muitas delas exigem a presença física", explica o professor.

O ideal, de acordo com Balian, é pensar nos prós e contras antes de encarar a empreitada. Com ajuda do especialista, Estadão PME lista os principais pontos de atenção antes de você decidir trabalhar em casa. Confira.

Local
Determine um espaço mais isolado dentro de casa. Um quarto sem uso pode virar um escritório, por exemplo. Caso contrário, a rotina doméstica pode interferir no fluxo de trabalho. "Digamos que a pessoa tenha escolhido a sala da casa para trabalhar. O lugar o deixa vulnerável a demandas que circulam pelo ambiente. Isso dispersa ", diz o professor.

Rotina
É fundamental estabelecer uma rotina. Caso contrário, fica difícil de trabalhar. "Dentro de casa a pessoa perde muito tempo sem perceber. É a pausa para atender o telefone e resolver um problema doméstico, é a diarista que chega e precisa limpar o local, são os amigos que ligam a qualquer horário do dia. A pessoa precisa estabelecer uma disciplina rígida de trabalho".

Autoconhecimento
Tão importante quanto avaliar se a natureza do negócio permite que ele seja feito em casa é avaliar a sua capacidade de ficar isolado. "A pessoa precisa se conhecer internamente. Muitas acreditam que conseguem ficar isoladas. Mas na realidade não".

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