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domingo, setembro 15, 2013

Smartphones e tablets viram personal trainers virtuais

Aplicativos móveis ajudam a motivar quem deseja manter a forma - Sérgio Matsuura

Um rápido passeio pelo calçadão de Ipanema é suficiente para perceber como os smartphones caíram no gosto dos praticantes de exercícios físicos. São dezenas, talvez centenas de pessoas correndo, caminhando ou pedalando com o celular preso ao corpo e fones de ouvido. 

Com o alto custo e pouca disponibilidade de aparelhos específicos para a prática desportiva, os aplicativos móveis servem como substitutos e funcionam como personal trainers virtuais, auxiliando e motivando quem deseja manter a forma. 

- Os relógios são caros e poucos modelos estão disponíveis no Brasil. De graça, a pessoa tem uma ferramenta capaz de medir os exercícios - afirma o professor de Educação Física Ricardo Sartorato, coordenador da equipe de corrida Filhos do Vento.

As lojas virtuais oferecem uma infinidade de aplicativos, a maior parte gratuita, com cobrança para o desbloqueio de funções extras. Um dos mais populares é o Nike+ Running. De acordo com a fabricante de material esportivo, em 2012 o programa foi baixado por mais de 300 mil pessoas no Brasil. A jornalista Patrícia Parada é uma delas. Ela começou a correr em 2010 e, por dois anos, o iPhone foi seu companheiro de exercício.

A corrida é muito solitária. Às vezes você precisa de alguém falando, te motivando. O aplicativo faz isso. Pelo fone de ouvido, ele passa informações sobre o tempo e quilometragem percorrida e diz frases de motivação. Pena que é em inglês, conta.

Porém o professor Sartorato alerta para os riscos da prática de exercícios sem acompanhamento profissional. Segundo ele, os aplicativos fazem a medição e até conversam com o atleta, mas não corrigem postura, tampouco avaliam riscos de lesões. Além disso, o celular não é tão preciso como os relógios com GPS, sendo indicado apenas para quem está iniciando a prática esportiva ou não pretende disputar competições.

  • É exatamente o que aconteceu com o gerente comercial Jaime Simões. Diabético, ele procurava um esporte para praticar e há dois anos descobriu a corrida por causa do aplicativo miCoach, da Adidas. Ele conta que nunca gostou de correr e o programa foi essencial para que não abandonasse o exercício, mas seus meses depois comprou um relógio mais preciso.

Eu só comecei a correr por causa do aplicativo. Ele incentiva muito. Dá até para competir com amigos, diz Simões, que chegou a trocar de smartphone por um modelo compatível com o medidor de frequência cardíaca. 

As academias de musculação também começam a investir na tecnologia. A Bodytech é uma das primeiras a desenvolver software próprio, o "Mobile Trainning", resultado de investimento de R$ 600 mil. Por ele, os professores montam séries e agendam atendimentos diretamente no tablet e os alunos recebem a programação de exercícios por e-mail e podem visualizá-lo diretamente nos smartphones, praticamente extinguindo o uso do papel.

O tablet agiliza. Permite que o treinador observe e corriga outros alunos enquanto preencho uma série, diz o professor da academia Thiago Oliveira Vaz.

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