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domingo, maio 11, 2014

Ansiedade e tristeza aumentaram

Uma revisão do caos no mundo moderno
 
Pensávamos que a ciência resolveria todos os problemas humanos. Não resolveu. A ciência não baniu a agressividade, não eliminou o egoísmo, não dizimou o individualismo, não extirpou a infelicidade e não promoveu a solidariedade. Por quê? O problema não está na ciência. O problema está na alma do homem que produz a ciência.
 
Com a expansão da ciência, aprendemos a medir tudo com precisão. Aprendemos a medir as distâncias entre os planetas, o tamanho do átomo, a velocidade dos objetos. Não estamos percebendo que o homem moderno está menos contemplativo, mais triste e mais sujeito às doenças psíquicas.
 
Tome cuidado! Não se submeta à ditadura dos padrões da estética e do consumismo. Podemos ser felizes com aquilo que temos. Desconfie do “belo” preconizado pela sociedade. Beleza está nos olhos de quem vê. Você pode ser belíssimo, mesmo que esteja longe dos padrões de beleza. A paranóia da estética tem envelhecido precocemente a emoção. Tem produzidos velhos no corpo de jovens. Nunca perca a juventude da emoção, mesmo nos últimos suspiros de vida.
 
Não seja escravo dos seus fracassos, das suas tentativas mal sucedidas de mudar seu estilo de vida, do seu perfeccionismo, das suas preocupações e muito menos dos pensamentos antecipatórios. Nas sociedades livres muitos homens estão vivendo no mais profundo cárcere, o cárcere da emoção. Liberte-se, aquiete seus pensamentos, seu maior compromisso é ser feliz.
 
Milhões de pessoas não freqüentam os consultórios de psiquiatras, mas compactam o sentido da vida. Elas sorriem, mas seus sorrisos são fabricados. Treinaram esticar os lábios. Sabem falar do ambiente exterior, mas só conseguem falar de si quando estão diante de um psiquiatra ou psicólogo. Estão espremidas nas salas de aula, no ambiente de trabalho e apinhadas na sala TV com toda a sua família, mas estão sós no meio da multidão. Precisamos repensar nossas vidas.
 
Estamos na era dos transportes aéreos e da navegação pela Internet. Nosso mundo ficou muito pequeno e veloz. Mas não deixe o universo de sua emoção ser pequeno nem deseje que sua emoção caminhe na velocidade das informações. Aprenda a extrair do pouco, aprenda a contemplar o belo lentamente.
 
Sempre recorde que as coisas mais belas estão presentes nas coisas mais simples. A miséria sempre foi manchete e a alegria sempre ficou no rodapé. Temos milhões de motivos para ser alegres, mas freqüentemente damos mais importância para aquilo que nos aborrece. Precisamos treinar a emoção para mudar nosso foco de atenção.
 
Não se preocupe excessivamente com sua imagem social. Procure dar o melhor de si, se aperfeiçoe na maneira de ser e de agir, equipe-se intelectualmente para ser profissionalmente eficiente, mas não gravite jamais em torno do que os outros pensam e falam de você. Não viva para trabalhar, trabalhe para viver.
 
Não critique excessivamente o mundo à sua volta. Toda reclamação, crítica excessiva e negativismo são registrados automaticamente em sua memória, expandindo zonas doentias em seu inconsciente. Cuide do que você arquiva que estará cuidando da sua emoção. Eleja prioridades na sua vida, caso contrário, fará muito para os outros, mas não saberá cuidar da sua saúde emocional.
 
Treine trabalhar com prazer. Conquiste as pessoas difíceis, autoritárias, transforme-as em seus amigos. Observe se os defeitos que vê nos outros também não estão em você. Não espere que os outros mudem com você, mude você com eles. Transforme o trabalho tenso e aborrecido em um recanto de prazer. Não espere que uma situação mude, mude a situação.
 
Augusto Cury
em Treinando a emoção para ser feliz

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