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terça-feira, setembro 09, 2014

SAIBA O QUE É TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ-MENSTRUAL

por Clara Ribeiro 

Mulheres no período pré-menstrual já sofrem horrores, imagine quando os sintomas emocionais se agravam e prejudicam ainda mais o dia a dia. Conheça os sintomas


Texto: Fernanda de Almeidae Nathalie Ayres 
A TDPM prejudica a vida de mulheres na faixa etária entre 25 e 35 anos
Segundo o psiquiatra Joel Rennó Junior, durante a vida reprodutiva, cerca de 75% das mulheres relatam sintomas psíquicos e físicos vinculados ao período pré-menstrual. Um subgrupo, porém, apresenta o chamado TDPM (Transtorno Disfórico Pré-Menstrual), com uma prevalência de até 8%. Sendo a faixa etária mais acometida a dos 25 a 35 anos.
Mas se a TPM por si só já traz inúmeros malefícios físicos e emocionais, tais como cansaço, desconforto, irritabilidade, sensação de inchaço, dor nas mamas e no abdome, além de dor de cabeça e até depressão, os sintomas se agravam no caso do TDPM. 
“Ela é multifatorial, composta por elementos hormonais, neurológicos, genéticos e ambientais. Dentre as hipóteses principais, destaca-se aquela que considera que as mulheres com TDPM teriam maiores alterações na neurotransmissão serotoninérgica em resposta às flutuações hormonais do ciclo menstrual em sua fase lútea (após a ovulação)”, diz Rennó Junior.
Principais sintomas: 
Com essas alterações hormonais no período pré-menstrual, os sintomas mais habituais são tristeza, angústia, melancolia, acompanhados de ansiedade, além das alterações nos padrões do sono e do comportamento alimentar. 
“A intensidade das manifestações prejudica significativamente a vida social ou ocupacional da mulher e é comparável a de outros transtornos, tais como a depressão, que é a comorbidade mais frequente no Transtorno Disfórico Pré-Menstrual”, afirma. Entre as estratégias mais indicadas estão:
• Exercícios físicos e outras atividades esportivas regulares e compatíveis com cada paciente.
• Diminuição do consumo de cafeína, sal e açúcar nas refeições, e de álcool, mesmo socialmente.
• Terapia cognitiva com foco na percepção da mulher sobre o ciclo menstrual.
• Terapia comportamental com técnicas variadas de relaxamento.
• Medicamentos ansiolíticos serotoninérgicos (antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina).

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